Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O vice-primeiro-ministro da Síria, Qadri Dzhamil, classificou nesta terça-feira (21/08) como “propaganda eleitoral” as ameaças feitas pelo  presidente norte-americano, Barack Obama, que um dia antes, ameaçou intervir militarmente no país caso o governo sírio se utilize de armas químicas no conflito armado, que atinge o país árabe desde amrçodo ano passado.

“São ameaças provocadoras e propagandistas, relacionadas com as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos”, disse Dzhamil em entrevista coletiva, segundo agências locais.

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Dzhamil assegurou que “ocidente procura uma desculpa para intervir nos assuntos do país árabe e que agora têm lugar diferentes manobras em conexão com as eleições presidenciais nos Estados Unidos”.

“Desde o veto russo-chinês (no Conselho de Segurança da ONU), o ocidente procura uma possibilidade para a intervenção militar na Síria, mas nós devemos dizer que essa invasão é impossível”, assinalou.
 

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Vice-premiê lembra das armas de destruição em massa no Iraque que nunca foram encontradas

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O vice-ministro sírio diz que uma intervenção militar na Síria não terá bons resultados. “Se vê que eles procuram uma propagação da crise, o que afetaria não só à Síria. A intervenção militar na Síria criaria um precedente muito perigoso para repetição em outros cantos do mundo”, disse.

Dzhamil qualificou a postura dos Estados Unidos de “menosprezo dos direitos do povo sírio à autodeterminação” e destacou que as afirmações de Obama lhe trazem à memória a história do Iraque e as armas de destruição em massa. “Depois que o Iraque foi conquistado, ficou claro que o país não tinha nenhuma arma de destruição em massa”, disse o vice-primeiro-ministro da Síria, antigo líder da opositora Frente Popular pela Mudança e Libertação da Síria.

O presidente Barack Obama advertiu na segunda-feira que qualquer tentativa de uso de armas químicas na Síria por parte do regime teria “enormes consequências” e faria com que Washington considerasse seriamente uma ação militar no país árabe. “Até agora, não ordenamos uma ação militar no país, mas há algo que é crítico para nós, e é a questão das armas químicas”, afirmou.

A Síria assegurou em julho que só utilizaria seu arsenal químico em caso de agressão exterior.
 

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