Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Em conversa por telefone, os chefes de Estado da Ucrânia, Petro Poroshenko, e da Rússia, Vladimir Putin, concordaram neste sábado (06/09) que há estabilidade nas primeiras horas do cessar-fogo bilateral no leste ucraniano, decretado na sexta (05/09).

Efe

Petro Poroshenko e Vladimir Putin se encontraram durante as comemorações dos 70 anos do Dia D, na Normandia, em junho deste ano

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Os dois presidentes ainda discutiram os próximos passos que devem ser tomados para garantir a durabilidade da trégua e para a cooperação de ajuda humanitária internacional, segundo o gabinete da presidência ucraniana, em comunicado citado pelo RT.

Já uma nota do Kremlin destaca a necessidade da situação continuar sendo monitorada pela OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa).

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Incidentes 'isolados'

Apesar de a trégua estar sendo respeitada pela maioria dos militares ucranianos e dos separatistas pró-Moscou, alguns incidentes isolados foram registrados.Segundo a Efe,  o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia e líderes dos separatistas denunciaram hoje tiroteios isolados cometidos por ambas as partes.

O batalhão de voluntários pró-Kiev “Aidar”  denunciou neste sábado que pelo menos 11 de seus integrantes morreram na última madrugada depois que caíram em uma emboscada após o estabelecimento do cessar-fogo. Do mesmo modo, o chamado ministro da Defesa da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD), Vladimir Kononov, denunciou para uma emissora russa  que as forças ucranianas violaram a trégua em pelo menos 12 ocasiões.

No entanto, a maioria dos incidentes aconteceu antes da ordem de cessar-fogo chegar a todos os combatentes, ressaltam agências de notícias.

Efe

Combatentes pró-Kiev na cidade separatista de Slaviansk: acusações de violações

Em telefonema, dois presidentes discutiram próximos passos que devem ser tomados para garantir a durabilidade de cessar-fogo estabelecido na sexta

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A interrupção no conflito, decidida em reunião em Minsk, em Belarus, vem no mesmo dia em que a Otan decidiu formar uma “força militar de ataque rápido” no Báltico, em claro recado à Rússia. Moscou estava na negociação em Minsk e agiu como mediador, apesar de o Kremlin ser acusado de estimular e de enviar armas aos separatistas.

A Europa Ocidental também afirma que o governo de Vladmir Putin colocou tropas em território ucraniano – o que ele nega. O acordo de paz ucraniano inclui trocas de prisioneiros, ajuda humanitária e retirada de armas pesadas, de acordo com a OSCE.

Nesta manhã, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, ameaçou reagir caso a União Europeia realize novas sanções contra a Rússia. Ontem à noite, o bloco declarou que as medidas poderão ser suspensas caso Putin retire as tropas da Ucrânia e caso haja um cessar-fogo bem-sucedido.

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