Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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A organização argentina Mães da Praça de Maio voltou a realizar nesta quinta-feira (02/08), pela primeira vez após 75 semanas de quarentena por conta da pandemia da covid-19, sua tradicional marcha na Praça de Maio, no centro de Buenos Aires.

O grupo é formado por mulheres que tiveram seus filhos desaparecidos ou assassinados durante a ditadura militar do país. As mães realizam toda semana uma marcha em volta da Praça de Maio, na capital argentina.

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O encontro foi interrompido pela primeira vez, após 43 anos, no dia 19 de março de 2020, quando o governo argentino decretou medidas de isolamento para conter o avanço do coronavírus no país.

“Nós, as mães, saímos das nossas cozinhas e fomos à praça, e da praça voltamos à cozinha. Hoje voltamos à praça e vamos voltar toda quinta-feira”, afirmou Hebe de Bonafini, uma das lideranças do grupo.

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Embora tenham percorrido o trajeto de carro, respeitando o distanciamento e usando máscaras, as mães foram recebidas por dezenas de pessoas que gritavam: “mães da praça, o povo as abraça”.

Durante todo o período em que os encontros presenciais foram suspensos, a organização não deixou de se reunir, promovendo transmissões virtuais toda semana. “Transformamos nossas cozinhas em praças”, disse Bonafini em referência ao ambiente caseiro em que realizavam os encontros.

Encontro semanal foi interrompido pela primeira vez, após 43 anos, no dia 19 de março de 2020; 'vamos voltar toda quinta-feira', disse liderança do grupo

Reprodução/Prensa Madres

Grupo percorreu o trajeto de carro, respeitando o distanciamento e usando máscaras

Pandemia e eleições

A dirigente do grupo ainda falou sobre a pandemia e como a crise sanitária atinge o país, afirmando que “a tragédia que aconteceu foi espantosa”. Até o momento, a Argentina registrou mais de 5 milhões de casos e mais de 112 mil mortes pela covid-19.

Bonafini também comentou a situação política na Argentina e fez um chamado para que a população apoie a Frente de Todos, coalizão governista, nas eleições primárias, que acontecem no dia 12 de setembro e que definirá os candidatos que concorrerão aos cargos de deputados e senadores no pleito do dia 14 de novembro.

“Para que os mesmos não voltem, porque eles querem voltar, temos que trabalhar muito e precisamos ganhar, independentemente das diferenças que temos. Se não queremos que passem outra vez por cima de nós, que fechem hospitais e universidades, temos que trabalhar e ganhar”, disse.