Sábado, 12 de setembro de 2026
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A ONU confirmou nesta quinta-feira (11/09) que os 44 “boinas azuis”, que haviam sido capturados há 15 dias pelo grupo islâmico Frente al Nusra, foram libertados. Os soldados eram de Fiji e foram capturados no dia 28 de agosto nas Colinas de Golã, na região de fronteira entre Síria e Israel.

Agência Efe

Integrantes da Frente Al-Nusra cercam veículo com membros da força de paz da ONU que estavam sequestrados

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Os “boinas azuis”, que estavam em poder da Frente al Nusra, braço da Al Qaeda na Síria, foram entregues a uma das posições que tem a força de paz da ONU nas Colinas de Golã e chegaram a Israel no começo da tarde, segundo a imprensa local.

Na quarta (10/09), a Al-Nusra postou um vídeo dizendo que os reféns seriam libertados em breve. O chefe do Exército de Fiji havia declarado também que o grupo havia deixado de fazer exigências para libertar os reféns. Uma fonte disse à agência Reuters, no entanto, que o grupo exigiu a divulgação do vídeo com condição para a soltura dos capacetes azuis.

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Eles integravam a Força das Nações Unidas de Observação da Separação nas Colinas de Golã (Undof, na sigla em inglês), que atua na fronteira entre Síria e Israel, onde estão sendo travados diversos combates entre grupos armados e o exército sírio.

Os soldados foram capturados ao cruzar uma das passagens fronteiriças situadas na Colinas do Golã, onde realizavam missão de observação para garantir o cumprimento do acordo de não beligerância de 1974.

Os 44 integrantes da missão da ONU já chegaram a Israel e estão a salvo; não estão claros quais foram os termos de negociação com o grupo

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No dia 30 de agosto, a ONU confirmou que dois postos das forças de paz nas Colinas de Golã, entre Síria e Israel, foram atacados, o que provocou a fuga de 32 boinas azuis filipinos, que rumaram para local seguro.

Atualmente, cerca de 1.200 integrantes da missão, provenientes de Fiji, Índia, Irlanda, Nepal, Filipinas e Holanda, atuam na região. Esse destacamento de “boinas azuis” se encarrega de verificar a cessação ao fogo entre Síria e Israel e a retirada militar da região, mas suas posições começaram a ser afetadas pelo conflito armado entre rebeldes e o Exército sírio.

Esta não foi a primeira vez que integrantes de missões da ONU foram sequestrados na região. Em março e maio de 2013, grupos da Undof foram detidos e, posteriormente, libertados em segurança. 

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