Sábado, 5 de setembro de 2026
Compartilhe:

A polícia da cidade alemã de Colônia informou, nesta segunda-feira (11/01), que ocorreram quatro ataques contra estrangeiros por parte grupos organizados na cidade no domingo (10/01). Os ataques são a reação de grupos xenófobos à onda de agressões sexuais contra mulheres durante as festas de Ano Novo em Colônia. Segundo vítimas e testemunhas e também segundo o relatório da polícia sobre o caso, as agressões foram perpetradas por estrangeiros, muitos deles solicitantes de asilo na Alemanha.

De acordo com a polícia, as vítimas dos ataques contra estrangeiros no domingo são seis homens paquistaneses, dois homens sírios e um grupo de homens da Guiné. Os paquistaneses foram agredidos por cerca de 20 pessoas, e dois deles foram parar no hospital. Outros dois ataques tiveram os sírios como alvo, e outro ataque vitimou os três homens africanos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Agência Efe

“O assédio sexual contra mulheres não será tolerado”, diz cartaz em frente à catedral da cidade de Colônia

De acordo com as autoridades, as agressões foram coordenadas pelas redes sociais. Os autores teriam a intenção expressa de “atacar pessoas não alemãs”. “É um sinal alarmante de que temos que levar isso a sério”, disse o porta-voz da polícia de Colônia, Norbert Wagner.

Cobertura especial Eleições 2026 Acompanhe

Segundo o chefe da polícia de Colônia, Michael Temme, os agressores são pessoas que acreditam que devem “fazer justiça com as próprias mãos”.

Polícia alemã registrou quatro ataques contra estrangeiros neste domingo; ações teriam sido coordenadas através de redes sociais por grupos de extrema-direita

NULL

NULL

A polícia de Colônia registrou cerca de 516 denúncias de mulheres agredidas sexualmente na noite de Ano Novo. Um relatório oficial da corporação concluiu que a série de ataques foi perpetrada por “homens árabes e homens provenientes do norte da África”.

O relatório também afirma que 19 suspeitos foram presos, sendo 14 deles vindos do Marrocos e da Argélia. Dez deles pediram asilo no país e nove chegaram à Alemanha depois de setembro de 2015, quando a chanceler alemã, Angela Merkel, decidiu abrir as fronteiras do país para os milhares de refugiados vindos especialmente da Síria e do Iraque. Os outros suspeitos estariam na nação ilegalmente, apontou o documento.

No fim de semana, Merkel foi alvo de protestos, principalmente do grupo anti-imigração Pegida (Europeus Patrióticos contra a Islamização do Ocidente), que criticava sua política de acolhimento. Diante da pressão, ela, juntamente com seu partido, aprovou um documento que visa retirar os direitos de refugiados que cometam crimes e sejam condenados à prisão ou liberdade condicional. A proposta ainda deve ser aprovada pelo Parlamento.

Mais lidas