Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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O Brasil levará à cúpula do Mercosul, que se inicia nesta quarta-feira (10/07) no Uruguai, a discussão sobre a espionagem de cidadãos e empresas promovida pelos EUA na região, de acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.

Segundo notícia publicada pela agência Ansa, Carvalho teria dito que essa reunião de governantes seria “uma boa ocasião” para que a presidente Dilma Rousseff discutisse o assunto com os demais líderes sul-americanos.

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No domingo (07), o jornal O Globo revelou que o Brasil era “o país mais vigiado da América Latina”, onde a NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana) espionou durante anos cidadãos residentes e em trânsito pelo país, além de empresas.

Agência Brasil

O ministro Gilberto Carvalho considera que o Brasil não pode “abaixar a cabeça” para os Estados Unidos

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Carvalho afirmou que, se o Brasil “abaixar a cabeça” para esse tipo de situação, os EUA “passam por cima da gente total”. Antes de participar de um evento no Palácio do Planalto, ontem (09), o ministro deu declarações dizendo que “qualquer ferimento, qualquer ataque à soberania de um país tem que ser respondido com muita dureza”. De acordo com ele, os líderes do Mercosul – Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai – devem tomar uma “decisão em conjunto” sobre o tema. 

Ministro diz que qualquer atentado à soberania de um país deve ser tratado "com dureza"

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Sobre outro assunto que deve ser discutido na reunião do Mercosul, o episódio envolvendo o presidente boliviano Evo Morales na Europa, Carvalho afirmou que o Brasil considera o ocorrido “grave”, tanto quanto as denúncias de espionagem.

Na semana passada, o avião de Morales foi impedido de sobrevoar os espaços aéreos de alguns países europeus e obrigado a fazer uma escala de 13 horas na Áustria, pela suspeita de que Edward Snowden, o ex-técnico da CIA que fez revelações sobre programas de espionagem secretos dos EUA, estivesse a bordo.

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