Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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Pelo menos 500 egípcios tomaram as primeiras medidas para concorrer à Presidência, em eleições marcadas para acontecer entre 23 e 24 de maio desse ano. Para autoridades do país, o grande número de candidatos é um sinal de contentamento da população, acostumada a governos longevos como o do ex-ditador Hosni Mubarak, que ficou 30 anos no poder.

Além dos candidatos que já anunciavam a intenção de concorrer nas eleições, como o ex-ministro das Relações Exteriores e ex-secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa e o ex-dirigente da Irmandade Muçulmana Abdel Moneim Abul Futuh, há jornalistas, juizes, advogados e professores. Segundo a Associated Press, a fonte falou na condição de anonimato porque não estava autorizada a falar com a imprensa.

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Os resultados do primeiro turno serão conhecidos no dia 29 de maio e, se nenhum candidato conseguir mais da metade dos votos, os dois mais votados passarão ao segundo turno. A campanha eleitoral para essas eleições vai durar três semanas e começará no dia 30 de abril.

Ponto final

Apuração em tempo real Acompanhe os resultados

As eleições presidenciais no Egito podem significar um “ponto final” de um delicado processo desencadeado desde a queda de Mubarak, no âmbito da Primavera Árabe.

Desde a saída do ex-ditador do poder, uma Junta Militar governa o país, o que gerou ao longo dos últimos meses diversos protestos populares. Os generais, liderados pelo ministro da Defesa de Mubarak por 20 anos, Hussein Tantawi, prometerem entregar o poder após o anúncio do novo presidente, em 21 de junho.

No entanto, muitos egípcios suspeitam que os generais estão agindo por trás das cortinas para garantir que o próximo presidente seja ou leal a eles, ou fraco para desafiar as décadas de impunidade entre os militares.

Além dos candidatos já anunciados,  jornalistas, juizes, advogados e professores estão na lista

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