Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O terremoto ocorrido na noite desta quarta-feira (16/09), na região central do Chile, gerou uma situação de tensão que durou toda a madrugada, especialmente nas zonas litorâneas do país, que passaram horas sob alerta de tsunami, com algumas cidades efetivamente atingidas por ondas de mais de cinco metros de altura. O tremor teve magnitude de 8,3º na escala de richter (segundo o USGS, o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que apontou esse como o sismo mais forte registrado em 2015 até agora), e já registrou mais de cem réplicas posteriores.

Agência Efe

Tsunami arrastou carros em Coquimbó após terremoto de 8,3 graus na escala Richter

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Segundo as autoridades chilenas, mais de um milhão de pessoas chegou a ser evacuada durante a noite. Elas foram mantidas em abrigos em regiões altas, devido às réplicas do tremor principal, que mantiveram o alerta vigente até as 5h30 desta quinta-feira (17/09).

Com a estabilização dos movimentos sísmicos, a tensão diminuiu, e o país começou os trabalhos de reativação dos serviços básicos nas cidades mais afetadas, principalmente na região de Illapel, epicentro do terremoto, e nos balneários de Tongoy e La Serena – capital da província onde se encontra Illapel –, atingidas por tsunamis e onde se registraram a maioria dos casos fatais.

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Ainda assim, a capital do país não registrou maiores danos estruturais, apesar da morte de um idoso que sofreu um infarto durante o movimento principal. O movimento no aeroporto Arturo Merino Benítez, que chegou a ser evacuado durante a noite de quarta-feira, voltou à normalidade durante a madrugada. Os serviços de transporte, que chegaram a ser interrompidos – sobretudo o metrô – também voltaram a funcionar normalmente.

Com estabilização dos movimentos sísmicos, tensão diminuiu e país começou trabalhos de reativação dos serviços básicos nas cidades mais afetadas

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Na manhã desta quinta, as autoridades aumentaram para 10 o número de mortes registradas – três desses casos foram confirmados como de vítimas dos tsunamis, nas cidades de Tongoy e La Serena, que também registram pelo menos 12 casos de pessoas consideradas oficialmente como desaparecidas.

governo chileno iniciou, também nesta manhã, o trabalho em terreno. Às 12h15, a presidente Michelle Bachelet chegou à cidade de La Serena, a primeira das três cidades que pretende visitar, acompanhada de ministros e especialistas em sismologia da Onemi (Departamento Nacional de Emergência, segundo sua sigla em espanhol). A prioridade é a reativação dos serviços básicos e o planejamento de um processo de reconstrução, levando em conta o monitoramento permanente das réplicas.

Em declaração durante esta manhã, a presidente chilena reafirmou que apenas as regiões próximas ao epicentro e as afetadas pelo tsunami mantêm estado de catástrofe, porém, pediu aos habitantes das cidades litorâneas que “se mantenham permanentemente informados através com os meios de comunicação regionais, para o caso de que novas réplicas obriguem a repor o alerta de tsunami”, que foi retirado durante a madrugada.

Bachelet também cancelou uma série de eventos programados para este fim de semana, já que o Chile se preparava para celebrar suas festas pátrias, principal feriado do país.

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