Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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O ciclone Enawo, que atingiu Madagascar em março deste ano, além de ter deixado 38 mortos, 180 feridos e mais de 53 mil desabrigados, também criou uma grande crise no mercado de exportação de baunilha.

Madagascar é o maior fornecedor de baunilha do mundo e praticamente toda sua renda é derivada da venda do produto. Contudo, segundo relatou o jornal Financial Times, o ciclone tropical destruiu toda a produção de baunilha de Madagascar, que precisou aumentar os preços da especiaria para US$ 600 o quilo, fazendo muitas empresas desistirem de comprar o produto.

Um dono de uma sorveteria em Boston disse ao jornal Boston Globe que os sacos de baunilha costumavam custar US$ 72. Pouco depois do ciclone, o preço aumentou 344%, para US$ 320. Já em Londres, a gigante do mercado sorveteiro Oddono's teve que retirar os gelatos de sabor baunilha do menu devido ao aumento do preço da matéria-prima.

Além de ter deixado saldo de destruição em Madagascar, onde matou 38 pessoas, ciclone acabou com produção de baunilha do país

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Os comerciantes da especiaria acreditavam que, em 2017, a colheita de baunilha seria 30% superior a de 2016, mas o tufão cortou pela metade a produção. Com isso, os casos de roubos do produto dispararam em Madagascar e, com medo, os agricultores foram pressionados a colher o que havia sobrado, mesmo que ainda as plantas que originam a baunilha não estivessem maduras.

Atualmente, mesmo com a produção de Indonésia e Papua Nova Guiné, nenhum país consegue substituir a baunilha “malgaxe”.

O ciclone atingiu Madagascar no começo de março, afetando mais de 116 mil pessoas – 32 mil só na capital Antananarivo. Os ventos chegaram a 290 km/h.

(*) Com Ansa

Ames Lai/Flickr CC

Quebra na produção de baunilha abriu crise em sorveterias pelo mundo