Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, disse nesta quinta-feira (21/08) que o grupo extremista EI (Estado Islâmico) “ultrapassa tudo o que já vimos” e representa uma ameaça terrorista para o país ainda maior do que a Al Qaeda.

Em uma conferência de imprensa dois dias após o grupo jihadista ter divulgado um vídeo em que o jornalista norte-americano James Foley é decapitado, Hagel deixou em aberto a possibilidade de atacar as posições do grupo não apenas no Iraque, onde já fazem há dez dias, mas também na Síria. Ontem, o presidente Barack Obama já havia dito que seria “implacável” com a organização jihadista que atua no Oriente Médio.

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Leia mais: Início de bombardeios no Iraque revela contradição na política externa dos EUA

Agência Efe (arquivo)

Chuck Hagel, secretário de Defesa dos EUA: “Eles mesclam ideologia, sofisticação do poderio militar e são tremendamente bem financiados”

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“Eles mesclam ideologia, sofisticação do poderio militar tático e estratégico e são tremendamente bem financiados. Isto ultrapassa tudo o que já vimos. Então precisamos nos preparar para tudo”, afirmou o secretário de Defesa, em entrevista concedida junto do chefe do Estado-Maior, o general Martin Dempsey.

Leia também: Obama confirma decapitação de jornalista e diz que será 'implacável' com terroristas

Desde o ano passado, o governo Obama tem resistido a empreender uma intervenção militar direta na Síria — motivo pelo qual foi, inclusive, muito criticado por setores republicanos da política do país, que o acusaram-no de ser “fraco” em política externa.

Secretário de Defesa, Chuck Hagel, disse que grupo extremista "ultrapassa tudo o que já vimos" e, por isso, EUA devem estar preparados para tudo

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Perguntado sobre se os alvos dos bombardeios aéreos poderiam ser expandidos também para a Síria, Hagel deixou a possibilidade em aberto: “Como disse, estamos olhando para todas as opções”.

EUA não negociam com terroristas

Também hoje, o governo dos EUA já havia ressaltado que sua política é “não fazer concessões a grupos terroristas nem pagar resgates” por sequestrados, por considerar que financia suas atividades e põe em perigo todos seus cidadãos no exterior.

“Não fazemos concessões aos terroristas, isso inclui que não pagamos resgates”, disse taxativa a porta-voz adjunta do Departamento de Estado, Marie Harf, à pergunta de se o governo está pensando em mudanças em sua forma de atuar após a execução de um jornalista americano sequestrado pelo Estado Islâmico (EI).

Segundo o GlobalPost, meio para o qual colaborava o jornalista James Foley, sequestrado na Síria em 2012 e decapitado esta semana, os jihadistas pediram em princípio US$ 132,5 milhões por sua libertação.

A porta-voz, que não confirmou esta informação, afirmou que uma das principais formas de financiamento do EI foi a cobrança de resgates “que outros pagaram” e outras atividades delitivas como o roubo de bancos.

O Departamento de Estado considera que o pagamento de resgates pode pôr em “grande perigo de sequestro” os cidadãos americanos no exterior.

(*) Com informações da Agência Efe

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