Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Depois de mais de três anos de planos de austeridade implantados em troca de ajuda econômica internacional e períodos de recessão, a taxa de desemprego da Grécia bateu novo recorde em abril deste ano.

A taxa, que foi de 26,8% em março, chegou a 26,9% no mês seguinte, a leitura mais alta desde 2006, ano em que o serviço estatal ELSTAT começou a publicar suas estatísticas. O desemprego grego ultrapassa o dobro da média da zona do euro, que atingiu 12,2% em maio.

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“O fato importante é que quase dois, em cada três, têm ficado fora do trabalho por mais de 12 meses”, disse o economista do instituto de pesquisa IOBE (Fundação para Pesquisa Econômica e Industrial, na sigla em grego), Angelos Tsakanikas, ressaltando os profundos problemas no mercado de trabalho.

Agência Efe

Pessoas protestam em frente ao Parlamento grego, contra propostas de reforma no setor público

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Os jovens que têm entre 15 e 24 anos continuam sendo a parcela mais atingida da sociedade, apesar de a taxa de desemprego entre eles tenha diminuído de 58,3% em março para 57,5% em abril. 

Números são os mais altos desde 2006, quando as estatísticas começaram a ser liberadas. Taxa foi de 26,8% em março

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A taxa de desemprego grega triplicou desde o início da crise econômica, em 2009. À época, milhares de pessoas perderam o emprego ou os negócios. No último mês, o FMI (Fundo Monetário Internacional) admitiu “erros notáveis” no plano de austeridade imposto ao país.

Para o próximo dia 16, sindicatos da Grécia convocaram uma greve geral de 24 horas para protestar contra os novos cortes implantados pelo governo no setor público como resposta aos empréstimos concedidos pela União Europeia e pelo FMI.

Nesta quinta-feira (11/07), a emissora de televisão pública ERT foi reaberta no país, com uma nova programação, depois de o seu fechamento ter provocado protestos e até uma ruptura na coalizão governista, com a saída da Esquerda Democrática.