Sábado, 5 de setembro de 2026
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O ex-presidente da Bolívia Evo Morales pediu nesta quinta-feira (22/10) a renúncia do secretário-geral da Organização dos Estados Unidos (OEA), Luis Almagro, de seu cargo. 

Morales afirmou que há “sangue boliviano” nas mãos de Almagro e que o secretário-geral não tem “autoridade moral” para exercer funções dentro da organização.

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“Luis Almagro não tem autoridade moral para dirigir os destinos da OEA, deve renunciar. Suas mãos estão manchadas de sangue boliviano. Se não o fizer, solicito que os Estados Membros iniciem sua desvinculação com o amparo do artigo 116 da carta da OEA”, disse. 

Em entrevista coletiva à imprensa na Argentina, país que vive em asilo político após sofrer um golpe de Estado em 2019, o boliviano afirmou que, se nada for feito agora, “aparecerá outro Luis Almagro que não vai respeitar a vontade democrática do povo”. 

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“Vamos nos encarregar [do processo], não só pelo Evo ou pelo povo, [mas] para que nunca mais haja um Luis Almagro (…) desde o primeiro momento dissemos ‘não houve fraude’”, disse Morales.

O ex-presidente afirmou ainda que as ações de Almagro e Manuel Gonzales, chefe da missão dos observadores da OEA no pleito de 2019, levaram a “violações massivas dos direitos humanos e em ações de crimes contra a humanidade” na Bolívia. Morales disse também que será apresentada uma denúncia no Tribunal Penal Internacional (TPI) para que Almagro e Gonzales sejam “processados e julgados”.

Luis Almagro endossou, em 2019, relatório que acusava fraude na reeleição do então presidente, o que se provou falso; Evo disse que irá apresentar denúncia ao Tribunal Penal Internacional

OEA – OAS/ Flickr

Morales afirma que as mãos do secretário-geral estão ‘manchadas com sangue de bolivianos’

Renúncia

O pedido de renúncia de Almagro também foi solicitado por outras entidades latino-americanas que apontam falta de legitimidade ao secretário-geral.

O Grupo de Puebla, organização formada por 30 líderes progressistas de 12 países da América Latina, afirmou que as ações desempenhadas pelo secretário na Bolívia “impossibilitam que [Almagro] continue exercendo o papel de mediador e facilitador democrático que deveria desempenhar à frente de tão importante posição”.

“[Saída de Almagro] ajudará a restaurar a paz na região e reativar a integração regional que tem faltado em tempos de pandemia”, diz o grupo.

O Centro Estratégico Latino-americano de Geopolítica (Celag), por sua vez, declarou, a partir de uma análise recente que checou os resultados eleitorais de 2019 e 2020 em municípios, que o documento da organização deixa “muitas dúvidas sobre a exatidão e pertinência do informe da OEA apresentado em 2019”, que serviu como “base de anulação eleitoral”.

“[Solicitamos] a remoção do secretário geral da OEA, Luis Almagro, pelo seu papel […] [o documento da organização] é um informe sem rigorosidade técnica que resultou de forma prejudicial na institucionalidade democrática na Bolívia”, afirma o documento emitido pela Celag.

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