Segunda-feira, 9 de março de 2026
APOIE
Menu

Um novo índice para medir a inflação entrou em vigor nesta quinta-feira (13/02) na Argentina. Ao lançar o Índice de Preços ao Consumidor Nacional Urbano (IPCNU), o governo reconheceu que a inflação está alta no país – em janeiro, o custo de vida aumentou 3,7% em relação ao mês anterior.

A cifra está próxima dos 4,6% calculados por economistas privados, e anunciados ontem (12) pela bancada de oposição no Congresso, e é superior aos números mensais divulgados desde 2007 pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec), que não passavam de 1%.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O índice de inflação tem sido motivo de discussão dentro e fora da Argentina. Economistas do setor privado e do Fundo Monetário Internacional (FMI), além de líderes sindicais, associações de consumidores e políticos da oposição, têm acusado o governo de manipular os números desde 2007, quando mudou a formula de cálculo do Indec.

O ministro da Economia, Axel Kicillof, atribuiu o grande aumento de preços em janeiro a “campanha política”

Mais lidas

NULL

NULL

No ano passado, a inflação oficial medida na Grande Buenos Aires ficou em 10,9% – quase um terço do valor calculado por consultoras privadas, 28,3%. Depois de sofrer duras críticas do FMI, o governo argentino instituiu um novo índice que para calcular a inflação em todo o país, e não apenas em um grande centro urbano.

Ao anunciar o novo índice, o ministro da Economia, Axel Kicillof, atribuiu o grande aumento de preços em janeiro a uma “campanha política” de setores interessados em desestabilizar o governo, às custas dos consumidores argentinos.

Segundo Kicillof, alguns empresários e comerciantes usaram como desculpa a desvalorização do peso, moeda argentina, e o aumento do dólar paralelo (que é ilegal) para especular. “Isso gerou fortes distorções nos preços”, disse o ministro.