Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
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Os gregos irão às urnas mais uma vez em junho para escolher um novo Parlamento, em uma eleição que deve definir o futuro político e econômico do país nos próximos anos. Após o fracasso na formação de um governo, devido ao impasse envolvendo os principais partidos, o presidente Karolos Papoulias confirmou nesta terça-feira (15/05) a convocação do novo pleito. Em jogo, estará a opção por continuar ou não com as políticas de austeridade fiscal impostas pela União Europeia que tem penalizado a população, e a manutenção do país na Zona do Euro.

Efe

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Líderes dos partidos não conseguiram sair do impasse

Até lá, a Grécia ficará em uma espécie de limbo, já que nenhuma das forças políticas conseguiu maioria parlamentar para indicar os integrantes do gabinete. Papoulias se reunirá amanhã às 13h locais (7h de Brasília) com os líderes políticos para formar um governo de transição – liderado por um alto magistrado – que dirija o país até as eleições.

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Fragmentação do Parlamento e impasse sobre austeridade fiscal impediram formação de governo

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O anúncio de Papoulias vem após uma semana de negociações fracassadas entre os partidos mais votados nas eleições de 6 de maio, que resultaram na derrota das legendas tradicionais e em um Parlamento fragmentado. Após os três primeiros colocados não conseguirem apoio suficiente para alcançar maioria, o presidente chegou a propor um novo governo de técnicos, o que não foi aceito pelos partidos.

O novo pleito colocará mais uma vez em lados opostos os partidos tradicionais (Pasok e Nova Democracia), que defendem o cumprimento das medidas de austeridade fiscal impostas pela União Europeia para equilibrar as contas públicas do país, e as legendas que querem romper o acordo por considerá-lo injusto com a população grega. Dentre eles, destaca-se a frente de esquerda Syriza, que foi a principal surpresa das eleições de 6 de maio, alcançando o segundo lugar.

A Syriza se opôs a uma coalizão com Pasok e ND e é apontada como favorita para o novo pleito. O partido quer rever o acordo com a Troika, mesmo que isso signifique a saída do euro. Para conceder o empréstimo, a Troika exigiu a adoção de políticas de austeridade fiscal, que incluem corte generalizado de gastos sociais do governo, demissão de funcionários públicos e redução de salários e aposentadorias – medidas que mergulharam a Grécia em uma recessão econômica, com aumento do desemprego e da pobreza.

“As forças do memorando (da Torika) seguem chantageando o povo, mas não entendem que uma gente que está sofrendo assim não pode ser chantageada. Nas novas eleições devemos melhorar nossos resultados para formar um governo de esquerda”, disse Alexis Tsipras, líder da Syriza.

Já o chefe do Pasok, Evangelos Venizelos, apelou para que a população vote com “responsabilidade”. “Pelo amor de Deus, vamos partir para algo melhor e não para algo pior”, disse o líder do partido social-democrata.