Domingo, 7 de dezembro de 2025
APOIE
Menu

O patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, criticou nesta segunda-feira (16/05) os ataques da polícia de Israel contra o funeral da jornalista Shireen Abu Akleh.

Durante a cerimônia, realizada na última sexta (13/05), em Jerusalém, policiais agrediram pessoas que carregavam o caixão da repórter da Al Jazeera, fazendo com que o esquife quase caísse no chão.

“Estamos chocados com a maneira injustificável como aquilo ocorreu e queremos condenar e denunciar isso de maneira clara e inequívoca”, declarou Pizzaballa, que chefia o patriarcado da Igreja Católica para os fiéis de rito latino residentes em Israel e na Palestina.

“As razões de segurança não podem justificar um evento desse tipo”, acrescentou o representante. 

Já o padre Thomas Grysa, encarregado de negócios da delegação do Vaticano na Terra Santa, acusou a polícia de Israel de “violar o direito à liberdade religiosa” durante o funeral de Abu Akleh.

“Esse episódio constitui um momento de tensão entre Israel e a Santa Sé, ainda que não seja o primeiro”, acrescentou.

A confusão ocorreu enquanto o caixão da jornalista palestino-americana era levado de um hospital cristão em Jerusalém para uma igreja melquita.

'Razões de segurança não podem justificar um evento desse tipo', afirmam autoridades católicas sobre violência da polícia israelense em cerimônia para Shireen Abu Akleh

Flickr

"Denunciamos isso de maneira clara e inequívoca", declarou o patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa,

“A polícia irrompeu em um hospital cristão, faltando com o respeito com a Igreja, o próprio hospital e a memória da falecida e fazendo com que os que carregavam o caixão quase o deixassem cair”, diz um documento divulgado durante a coletiva de Pizzaballa.

Abu Akleh, de 51 anos de idade, foi assassinada durante uma operação do Exército israelense na Cisjordânia ocupada, na última quarta-feira (11/05).

Enquanto entidades e organizações internacionais pedem investigações “imparciais e independentes”, a Palestina denunciou Israel no Tribunal de Haia pelo assassinato da jornalista. 

No último sábado (14/05), a polícia de Israel anunciou a abertura de uma investigação sobre a violência das forças de segurança durante o funeral de Abu Akleh.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Estado da Palestina exigiu que o Tribunal Penal Internacional abra “imediata e urgentemente uma investigação sobre os crimes de Israel contra jornalistas e pessoal da mídia”.

(*) Com Ansa