Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O governador Alejandro García Padilla anunciou no domingo (02/05) que Porto Rico não pagará os US$ 422 milhões de dívida que vencia nesse dia, o que significará a primeira inadimplência em massa na história porto-riquenha, devido à asfixia pela falta de liquidez e uma crise que já dura uma década.

Flickr/ PresidenciaRD

Governador Alejandro García Padilla disse que “preferia contar com um marco legal” que permitisse cumprir com todas as obrigações

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“Foi uma decisão muito difícil e dolorosa, que francamente teria preferido não tomar, mas a crise humanitária é cada dia mais profunda”, explicou García Padilla em mensagem pública à população, na qual acusou os Estados Unidos de não ajudar a tempo o Estado Livre Associado.

García Padilla explicou que, no sábado (30/04), assinou a ordem executiva que autoriza uma moratória temporária no pagamento da quantia parcial da dívida de 422 milhões de dólares do BGF (Banco Governamental de Fomento), braço financeiro do governo de Porto Rico, que vencia no domingo.

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“Nos vimos obrigados a adotar medidas de emergência, visto que o Congresso (federal) não agiu. Uma dessas medidas é colocar em vigor a Lei de Moratória, que busca proteger o pagamento dos serviços básicos ao nosso povo, enquanto Porto Rico continua lutando para superar a pior crise fiscal e humanitária que já enfrentou em sua história”, analisou.

 

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O líder ressaltou “o quão doloroso foi ter de tomar esta decisão” e insistiu que “preferia contar com um marco legal” que permitisse cumprir com todas as obrigações, “incluindo as contraídas por outros governadores”.

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“Ao me deparar com a falta de liquidez para satisfazer tanto as necessidades de nossos credores como as dos serviços, tive que escolher. Decidi que as necessidades básicas estão acima de tudo”, resumiu com semblante sério.
 
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“Não queremos um resgate financeiro, nem nos ofereceram. O que queremos é um processo de reestruturação que não custará nada aos contribuintes dos EUA. Simplesmente precisamos das ferramentas legais que nos permitirão enfrentar esta crise e garantir que Porto Rico seja viável futuramente”, argumentou.