Quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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A Procuradoria-Geral da Colômbia ratificou nesta segunda-feira (13/01) uma decisão anterior, de 9 de dezembro, e confirmou a destituição do prefeito de Bogotá, Gustavo Petro. Além de precisar sair do cargo, ele perde os direitos políticos por 15 anos.

Agora, o presidente Juan Manuel Santos será notificado, para que emita um decreto nomeando um novo responsável temporário pela prefeitura e convocado novas eleições. Após a divulgação da decisão, o prefeito convocou uma manifestação “em massa” e “permanente” em uma praça na capital.

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Petro é acusado de má gestão em uma crise ocorrida em 2012 por problemas na coleta de lixo. A cidade ficou tomada pelo lixo após dificuldades para a implantação de um novo sistema de coleta por parte da prefeitura. O prefeito tentou reestatizar o setor na capital, entregando o contrato do serviço a uma empresa pública, impedido a livre competição entre as quatro empresas que administram o lixo na cidade.

Agência Efe

Procuradoria confirmou decisão e destituiu Gustavo Petro da Prefeitura de Bogotá

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Com a decisão, órgão colombiano ainda deixa Gustavo Petro inelegível por 15 anos; presidente precisa ratificar saída

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Por isso, acabou sendo investigado pela procuradoria e cassado em uma decisão do procurador-geral do país, Alejandro Ordoñez, conhecido por manifestar posições políticas conservadoras, se posicionando contra o aborto, os direitos dos LGBT e se opondo ao do processo de paz que está tomando forma em Havana entre as FARC e o governo.

O prefeito, na época, também convocou manifestações para protestar contra a saída do cargo.

Após o anúncio da cassação, em dezembro, Petro pediu que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) analisasse o caso. O governo da Colômbia chegou a mandar ao órgão a documentação que sustenta a destituição de Petro, mas a procuradoria confirmou a decisão antes de alguma resposta da comissão.

Um referendo estava marcado para março para que a população fosse consultada sobre a permanência ou não do prefeito no cargo. Mas, com a confirmação da cassação, não é certo que ele vá ocorrer, segundo o jornal El Tiempo.

Gustavo Petro é ex-guerrilheiro do M-19 e um importante representante da esquerda colombiana.