Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Moscou planeja desenvolver antes de 2021 uma versão terrestre dos mísseis utilizados pela sua Marinha, depois da saída dos Estados Unidos e da Rússia do Tratado INF, sobre sistemas de mísseis terrestres de alcance intermediário.

O ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, anunciou nesta terça-feira (05/02) que o país desenvolverá em menos de dois anos a variante terrestre do míssil de cruzeiro Kalibr e um míssil hipersônico de médio alcance, em resposta à decisão dos Estados Unidos. Ele ordenou o início dos trabalhos.

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Shoigu afirmou que os Estados Unidos já “trabalham ativamente” no desenvolvimento de um míssil terrestre de alcance superior a 500 km e, por isso, a Rússia precisa adotar medidas equivalentes.

Segundo ele, o sistema Kalibr, de mísseis de longo alcance, teve muito bom rendimento na Síria. A Rússia utilizou pela primeira vez os mísseis Kalibr em 2015, em operações contra rebeldes sírios. No total, 26 mísseis foram lançados a partir de um navio no Mar Cáspio, a 1.500 km da zona de impacto.

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Esses mísseis, equivalentes aos Tomahawk, dos Estados Unidos, podem atingir boa parte da Europa. Shoigu destacou que o fato de eles já existirem em suas versões marítima e aérea reduzirá o prazo e o custo de fabricação dos mísseis terrestres.

O ministro propôs a fabricação de novos mísseis no sábado passado ao presidente Vladimir Putin, depois de este ter anunciado a saída de Moscou do Tratado INF, assinado pelos EUA e pela então União Soviética em 1987.

O Tratado INF se refere apenas a sistemas de mísseis terrestres e não àqueles lançados do ar ou do mar.

Com a suspensão do tratado, Estados Unidos e Rússia podem agora desenvolver mísseis com alcance entre 500 e 5.500 km e lançados a partir de bases terrestres, até então proibidos pelo acordo. Os dois países se acusam mutuamente de violá-lo.

Especialistas afirmam que o fim do tratado deve levar a uma nova corrida armamentista. Putin disse no sábado que não vai estacionar mísseis terrestres na Europa ou em outras regiões do mundo a não ser que os Estados Unidos façam o mesmo antes.

Em tese, o tratado ainda pode ser salvo, pois ele prevê que a saída seja comunicada com seis meses de antecedência, período pelo qual ele permanece em vigor. Mas especialistas duvidam que, até lá, Estados Unidos e Rússia se acertem.

Muitos especialistas também afirmam que os Estados Unidos não têm mais interesse no INF por ele não incluir a China, país que desenvolveu nos últimos anos sistemas de mísseis proibidos pelo acordo.

Ministro da Defesa afirma que EUA já estão desenvolvendo novos mísseis terrestres e que Rússia é obrigada a responder; decisão é anunciada após saída do Tratado INF, que proíbe as armas de alcance intermediário

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