Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Compartilhe:

O Senado italiano aprovou nesta quarta-feira (27/11) a cassação do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi do Parlamento italiano em razão de uma recente condenção por fraude fiscal. O plenário alta rejeitou nove propostas apresentadas por senadores fiéis ao líder da direita no país para não aplicar contra ele a chamada “lei Severino”, que estabelece a expulsão do Parlamento dos condenados a penas superiores a dois anos de prisão. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Pietro Grasso.

Leia mais:
Governo da Itália aprova orçamento e passa no primeiro teste sem apoio da direita

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Berlusconi é líder do Força Itália, antigo PdL (Povo da Liberdade), partido de direita que se dividiu e perdeu força ao trocar de lado e passar a fazer oposição ao governo do atual primeiro-ministro Enrico Letta, de centro-esquerda. Ele foi condenado a quatro anos de prisão por fraude fiscal no processo que ficou mundialmente conhecido como Mediaset.

O Supremo Tribunal italiano manteve, em 1º de agosto, a sentença de quatro anos de prisão para Berlusconi por fraude fiscal.

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

Agência Efe (25/11)

O ex-premiê, ao anunciar a saída do Força Itália do governo italiano

Antes da votação, em frente a uma multidão de seguidores, Berlusconi, que se diz perseguido pela esquerda, disse que hoje “é um dia amargo para a democracia” e que sua sentença judicial “clama por vingança diante Deus”. “O Senado, ou melhor, não todo o Senado, mas os nossos aliados de governo, se precipitaram nessa sentença para pedir a minha cassação. (…) É uma magistratura judiciária a favor do socialismo e contra o capitalismo burguês”.

O ex-premiê, que também é dono de emissoras de TV e presidente de honra do Milan, apresentou seus planos para as próximas eleições no país. Ele garante que não vai se afastar da vida política e continuará no comando do Força Itália.

Líder da direita no país perdeu imunidade parlamentar, porém afirmou que continuará na vida política

NULL

NULL

Ele disse ainda ter “absoluta certeza de que, ao fim da revisão do processo e dos novos recursos, haverá a reversão da sentença e sua completa absolvição”.

Com a expulsão do Senado, ele perde a imunidade parlamentar para enfrentar outros julgamentos no qual é réu.

Quadro político italiano

Mesmo com a saída do Força Itália do governo, Letta conseguiu se manter graças ao apoio do Nova Centro-Direita, grupo oriundo do PdL que contrariou as ordens de Berlusconi em abandonar o governo. Eles são liderados pelo vice-presidente do governo e ministro do Interior, Angelino Alfano, e conta com 30 senadores.

Leia mais:
Berlusconi deixa coalizão do governo da Itália após ruptura na direita

No entanto, a nova maioria tem apenas seis votos a mais do que a oposição.

Ela é formada pelo PD (Partido Democrata, centro-esquerda), de Letta, pelo Escolha Cívica (centro, em apoio às medidas de austeridade) e o Novo Centro-direita. Conta com 167 senadores, enquanto a oposição, composta pelo Movimento Cinco Estrelas (independente), Liga Norte (extrema-direita) e Força Itália, mais outros pequenos grupos, somam 161 cadeiras.

Letta também poderia contar com os votos dos cinco senadores vitalícios, mas nem todos participam das votações devido à idade avançada.

A situação na Câmara, no entanto, é mais tranquila, e a nova maioria conta com 386 votos, 70 a mais que a oposição.

(*) com agências de notícias internacionais

Mais lidas