Sábado, 9 de maio de 2026
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A operação Ramo de Oliveira já está ocorrendo na Síria. A Turquia anunciou em 19 de janeiro os bombardeios a cidade de Afrin, que logo se estenderão a Manbij, a aproximadamente 10 km de distância onde operam milícias curdas.

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As cidades fronteiriças entre Turquia e Síria são o cenário da reconfiguração do conflito de interesses no Oriente Médio. Para a Turquia, as Unidades de proteção Popular (YPG, na sigla em curso) são grupos terroristas que pertencem às Forças Democráticas Sírias (FDS) que recebem apoio dos Estados Unidos (EUA).

A Turquia disse que não confia na nação norte-americana e intervirá nas regiões sírias para fazer frente ao mais recente plano anunciado pelos EUA que consiste em criar uma nova “força de segurança fronteiriça” com mais de 30 mil pessoas e que não possui legitimidade internacional e síria.

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Reprodução/Kremlin

Rivalidade tradicional entre Estado turco e os curdos ganha corpo diante das pretensões dos EUA, acusado pela Rússia e pela Síria de intensificar os confrontos

Diante da libertação da Síria do Estado Islâmico, as forças de poder no Oriente Médio se reconfiguram e a operação Ramo de Oliveira da Turquia é resultado de tensões no território;

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Assim, a rivalidade tradicional entre o Estado turco e os curdos ganha corpo diante das pretensões dos EUA, acusado pela Rússia e pela Síria de intensificar os confrontos na região síria logo depois de ter sido libertada do grupo autointitulado Estado Islâmico (EI).

“Os principais fatores que contribuiram para o desenvolvimento da crise nessa região da Síria foram as medidas provocadoras dos Estados Unidos focados em isolar áreas com poulação principalmente curdas”, expressou um comunicado recente da Rússia.

Enquanto a Turquia tenta evitar este plano a todo o custo, as relações entre a nação e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) já foram afetadas após a tentativa de golpe contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.