Hoje na História: 1648 - Assinatura de tratados internacionais selam a paz da Vestfália
Wikimedia Commons - Gerard der Borsch (1648)
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Quadro retrata a ratificação do Tratado de Munster
Em 24 de outubro de 1648 são assinados dois importantes acordos internacionais que, juntos, selam a Paz de Vestfália, colocando fim à Guerra dos Trinta Anos, que devastou a Alemanha. Além de alterarem o mapa e a balança de poder no continente, eles também serviram de base para os modelos modernos de Estado-nação e soberania estatal.
Os tratados de Vestfália foram habilmente negociados pelo chanceler sueco Axel Oxenstierna, que deu sequência às tratativas do rei Gustavo Adolfo e do cardeal Mazarin, representante dos interesses franceses.
O primeiro dos tratados foi concluído em Osnabrück em 6 de agosto de 1648, entre o imperador do SIRG, a Suécia e as potências ocidentais, e o segundo em Münster, em 8 de setembro de 1648 entre o sacro-imperador e a França (sendo posteriormente ratificados).
A Suiça e as Províncias Unidas (atual Holanda), por sua vez, passaram a gozar de plena independência. Os tratados ratificaram igualmente a divisão religiosa da Alemanha instituída um século antes pela Dieta de Augsburgo. Os príncipes poderiam impor a própria confissão aos seus súditos: católica, luterana, calvinista, segundo o princípio: ‘‘cujus regio, ejus religio’’ (tal soberano, tal religião).
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Mapa em inglês da divisão política da Europa em 1648
O papa Inocêncio X se apressa em condenar tal princípio, todavia – sinal dos tempos – nenhum governante dá atenção a sua ordenação.
É confirmada para a França a posse dos Três Bispados de Metz, Toul e Verdun, assim como da maior parte da Alsácia, com a notável exceção de Estrasburgo, cidade que Luís XIV iria anexar alguns anos mais tarde.
A Suécia obtém do SIRG a ragião da Pomerânia Ocidental, os bispados de Wismar e Verden, e o bispado de Bremen, excetuada a cidade, que permaneceria independente.
A Alemanha, por sua vez, ficou privada de qualquer relevância política na Europa até a chegada de Bismarck. Por outro lado, iria favorecer uma sadia emulação entre os príncipes, cada qual se esforçando em prestigiar as artes, as letras e as ciências para sua própria grande glória.
As belezas naturais e arquitetônicas de Dresden, assim como Mozart, Bach, Beethoven ou ainda Goethe também são frutos desses acordos.
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