Hoje na História - 1979: Vietnã depõe Pol Pot no vizinho Camboja

Movimento organizado por Pol Pot na selva cambojana nos anos 1960 defendia uma revolução comunista radical que varreria as influências ocidentais no país e instauraria uma sociedade exclusivamente agrária.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

Em 7 de janeiro de 1979, tropas do Vietnã sitiam a capital cambojana, Phnom Penh, derrubando o regime de Pol Pot e seu partido Khmer Vermelho. O movimento, organizado por Pol Pot na selva cambojana nos anos 1960, defendia uma revolução comunista radical que varreria as influências ocidentais no país e instauraria uma sociedade exclusivamente agrária.

Em 1970, ajudado pelas tropas norte-vietnamitas e do Vietcong, as guerrilhas do Khmer Vermelho deram início a uma ampla insurgência contra as forças governamentais do Camboja, conquistando rapidamente o controle de um terço do território. Em 1973, bombardeios secretos dos EUA sobre o território controlado pelo Vietnã do Norte obrigaram os vietnamitas a deixar o território, criando um vácuo de poder que foi imediatamente preenchido pelo Khmer Vermelho, então em rápido crescimento. Em abril de 1975, o Khmer Vermelho tomou Phnom Penh, derrubando o regime pró-EUA e estabelecendo um novo governo, a República Popular do Kampuchea.

Wikimedia Commons

Pol Pot defendia uma revolução comunista

Hoje na História: 1796 – Morre Catarina II, a Grande, soberana da Rússia

Hoje na História: 1975 - Morre o ditador espanhol Francisco Franco

Hoje na História: 1931 - Parlamento britânico aprova criação do Commonwealth

 

Como novo governante do Camboja, Pol Pot pôs-se a transformar o país dentro de sua visão de uma utopia agrária. As cidades foram evacuadas, fábricas e escolas, fechadas, a moeda e a propriedade privada, abolidas. Quem quer que se acreditasse intelectual, como alguém que falasse uma língua estrangeira, era imediatamente eliminado. Trabalhadores especializados também eram mortos, além daqueles que fossem apanhados usando óculos, relógio de pulso ou qualquer outra tecnologia moderna. Em marchas forçadas, os milhões que não conseguiram escapar do Camboja foram internados em fazendas coletivas rurais.

Entre 1975 e 1978, cerca de 2 milhões de cambojanos teriam morrido executados ou em decorrência de trabalhos forçados e fome. Em 1978, tropas norte-vietnamitas invadiram o Camboja, tomando Phnom Penh no começo de 1979. Um governo comunista moderado foi estabelecido. Pol Pot e o Khmer Vermelho tiveram de se retirar de volta à selva.

Em 1985, Pol Pot se afastou de suas atividades oficialmente, mas permaneceu como o chefe de fato do Khmer Vermelho, que continuava com ações guerrilheiras contra o governo de Phnom Penh. Em 1997, entretanto, ele foi posto em julgamento pela própria organização depois que uma luta interna pelo poder afastou-o das posições de liderança. Sentenciado a prisão perpétua por um ‘tribunal do povo’, morreu de causas naturais em 1998, enquanto cumpria prisão domiciliar. Após o julgamento, Pol Pot declarou numa entrevista: “Tenho minha consciência limpa”.

 

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

Faça uma pós agora!

Faça uma pós agora!

A leitura literária é um fator importante na construção de relações humanas mais justas. Do mesmo modo, a formação de leitores críticos é imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática.

Por isso, torna-se cada vez mais urgente a abertura de novos e arejados espaços de interlocução qualificada entre os sujeitos que atuam nesse processo, em diversos contextos sociais.

A proposta do curso é proporcionar, por meio de discussões abrangentes e aprofundadas sobre a formação do leitor literário, uma reflexão ancorada principalmente em três áreas do conhecimento: a teoria literária, a mediação da leitura e a crítica especializada.

Leia Mais

A revista virtual
desnorteada

O melhor da imprensa independente

Mais Lidas

Últimas notícias

50 anos depois, ainda temos um sonho

Somente o acesso real de todos a serviços públicos de qualidade possibilitará a luta pela justiça social e pela redução das desigualdades