Hoje na História - 1979: Vietnã depõe Pol Pot no vizinho Camboja

Em 7 de janeiro de 1979, tropas do Vietnã sitiam a capital cambojana, Phnom Penh, derrubando o regime de Pol Pot e seu partido Khmer Vermelho. O movimento, organizado por Pol Pot na selva cambojana nos anos 1960, defendia uma revolução comunista radical que varreria as influências ocidentais no país e instauraria uma sociedade exclusivamente agrária.

Em 1970, ajudado pelas tropas norte-vietnamitas e do Vietcong, as guerrilhas do Khmer Vermelho deram início a uma ampla insurgência contra as forças governamentais do Camboja, conquistando rapidamente o controle de um terço do território. Em 1973, bombardeios secretos dos EUA sobre o território controlado pelo Vietnã do Norte obrigaram os vietnamitas a deixar o território, criando um vácuo de poder que foi imediatamente preenchido pelo Khmer Vermelho, então em rápido crescimento. Em abril de 1975, o Khmer Vermelho tomou Phnom Penh, derrubando o regime pró-EUA e estabelecendo um novo governo, a República Popular do Kampuchea.

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Como novo governante do Camboja, Pol Pot pôs-se a transformar o país dentro de sua visão de uma utopia agrária. As cidades foram evacuadas, fábricas e escolas, fechadas, a moeda e a propriedade privada, abolidas. Quem quer que se acreditasse intelectual, como alguém que falasse uma língua estrangeira, era imediatamente eliminado. Trabalhadores especializados também eram mortos, além daqueles que fossem apanhados usando óculos, relógio de pulso ou qualquer outra tecnologia moderna. Em marchas forçadas, os milhões que não conseguiram escapar do Camboja foram internados em fazendas coletivas rurais.

Entre 1975 e 1978, cerca de 2 milhões de cambojanos teriam morrido executados ou em decorrência de trabalhos forçados e fome. Em 1978, tropas norte-vietnamitas invadiram o Camboja, tomando Phnom Penh no começo de 1979. Um governo comunista moderado foi estabelecido. Pol Pot e o Khmer Vermelho tiveram de se retirar de volta à selva.

Em 1985, Pol Pot se afastou de suas atividades oficialmente, mas permaneceu como o chefe de fato do Khmer Vermelho, que continuava com ações guerrilheiras contra o governo de Phnom Penh. Em 1997, entretanto, ele foi posto em julgamento pela própria organização depois que uma luta interna pelo poder afastou-o das posições de liderança. Sentenciado a prisão perpétua por um ‘tribunal do povo’, morreu de causas naturais em 1998, enquanto cumpria prisão domiciliar. Após o julgamento, Pol Pot declarou numa entrevista: “Tenho minha consciência limpa”.

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