Maduro: Responsável pelos protestos no Equador é o FMI

'[Lenín Moreno] é corajoso em tirar o benefício social de um povo, corajoso em entregar o seu país ao FMI', afirmou presidente da Venezuela

Redação

São Paulo (Brasil)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (08/10) que o responsável pelos protestos no Equador é o Fundo Monetário Internacional (FMI) que, segundo ele, prioriza as contas bancárias e empobrece a maioria.

A declaração de Maduro foi uma resposta à fala do presidente equatoriano, Lenín Moreno, de que o mandatário venezuelano estaria por trás das manifestações. "O verdadeiro responsável é o FMI, mas antes dele surgiu uma força: o povo", afirmou Maduro.

O chefe de Estado da Venezuela disse que Moreno está "fora da realidade" e que "[Moreno] é corajoso em tirar o benefício social de um povo, mas corajoso em entregar o seu país ao FMI".

"São dois modelos: o modelo do FMI, que tira os direitos à educação, que privatiza tudo. O modelo do FMI que prioriza as contas bancárias e os interesses dos ricos e empobrece a maioria e os modelos progressistas que surgem na América Latina, onde a Revolução Bolivariana avança na vanguarda", afirmou Maduro.

CONAIE/Reprodução
Indígenas, outros povos originários e movimentos sociais fazem uma marcha em direção ao centro histórico de Quito

Pacote econômico

Na quarta-feira (02/10), Moreno anunciou um conjunto de medidas econômicas após exigências do FMI. Entre os anúncios, está o aumento dos combustíveis em mais de 100%. O presidente reiterou que não revogará tal conjunto de medidas econômicas, que provocaram protestos naquele país.

Moreno atribuiu os fortes protestos às ações dos "agitadores", também disse que continuará a responder com firmeza aos "atos criminosos" gerados no Equador.

Aos gritos de "Fora, Moreno!", um grupo de manifestantes ocupou na tarde desta terça-feira, por um breve período, uma parte da Assembleia Nacional do Equador, em Quito, capital do país. Pouco tempo depois, a polícia, em conjunto com as Forças Armadas retirou os equatorianos que estavam no local e retomou o controle do Parlamento. 

(*) Com teleSur.

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