Morre, aos 98 anos, a bailarina cubana Alicia Alonso

Alicia Alonso representou Cuba em 65 países, apresentando-se em cidades tão distintas como Helsinki, Nova York, Melbourne, Tóquio e Buenos Aires

A bailarina cubana Alicia Alonso morreu nesta quinta-feira (17/10), aos 98 anos, em Havana. Ela foi a fundadora do Balé Nacional de Cuba (BNC), além de dirigir a instituição e influenciar diversas gerações de bailarinos do país por meio de seu trabalho.

Nascida em 21 de dezembro de 1920, em Marianao, na região de Havana, Alonso começou a carreira com apenas 11 anos na Escola de Balé da sociedade Pro-Arte Musical da capital cubana. Logo depois, saiu do país e continuou seus estudos no exterior.

Alonso fundou, em 28 de outubro de 1948, o hoje BNC - na época, o Balé Alicia Alonso -, que formou a primeira geração de bailarinos da chamada escola cubana, reconhecida internacionalmente pela qualidade de suas apresentações. Com a Revolução Cubana, em 1959, o sistema de ensino da bailarina foi expandido para toda a ilha.


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Alicia Alonso, em foto de 2017; bailarina cubana morreu nesta quinta, aos 98 anos

Alicia Alonso representou Cuba em 65 países, apresentando-se em cidades tão distintas como Helsinki, Nova York, Melbourne, Tóquio e Buenos Aires. Além disso, foi a responsável por 26 Festivais Internacionais de Balé em Havana.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, lamentou a morte da bailarina. “Alicia Alonso se foi e nos deixa um enorme vazio, mas, também, um insuperável legado. Ela situou Cuba no altar do melhor da dança mundial. Obrigado, Alicia, por sua obra imortal”, afirmou, pelo Twitter.

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