Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Compartilhe:

O governo da Colômbia responsabilizou nesta sexta-feira (18/01) o Exército de Libertação Nacional (ELN) pela explosão de um carro-bomba que ocorreu na quinta-feira (17/01) em uma escola de cadetes na capital colombiana. 

O ministro da Defesa do país, Guillermo Botero, afirmou que o motorista que dirigia o veículo carregado com 80 quilos de explosivos, José Aldemar Rojas Rodríguez, era ligado à guerrilha.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Ainda segundo o governo, Rojas Rodríguez, que morreu com a explosão no atentado, “fazia parte da frente Domingo Laín Sáenz” do ELN e teria planejado o ataque durante 10 meses.

Segundo a emissora multiestatal teleSur, o motorista estava identificado pelas autoridades colombianas como um especialista em explosões, embora ele não possuísse antecedentes criminais nem uma ordem de prisão vigente.

Cobertura especial Eleições 2026 Acompanhe

Por sua vez, o ELN afirmou pelas suas redes sociais que a informação de que Pablo Beltrán, o líder do grupo, teria se manifestado a respeito do atentado é falsa.

Atentado

José Aldemar Rojas Rodríguez estava a bordo de uma caminhonete e furou o controle de segurança na Escola de Polícia General Santander, em Bogotá, se aproveitando de uma brecha na entrada para veículos de carga, durante uma cerimônia de formatura.

O veículo carregava cerca de 80 quilos de explosivos e foi detonado algumas dezenas de metros depois da entrada da escola, entre um auditório e um alojamento matando 20 pessoas e deixando 68 feridos. Rodríguez tinha 56 anos e era natural de Puerto Boyacá.

Diálogos de paz

As negociações de trégua entre guerrilha e o governo ocorrem desde 2017, quando a rodada de diálogos se iniciou em Quito, capital do Equador, durante o governo do então presidente Juan Manuel Santos. Desde então, as decisões oscilam entre o cessar-fogo e a retomada dos conflitos.

Após o acordo de paz com as FARC em 2016, a atividade do ELN, autodeclarada última guerrilha ativa do país, passou a ser o grande foco de resolução do governo Duque.

A organização afirma ter cerca de 1.500 integrantes e atua em cerca de 10% dos municípios colombianos, segundo a Fundação Paz e Reconciliação.

Ministro da Defesa do governo Iván Duque disse que motorista que dirigia o veículo carregado com 80 quilos de explosivos era ligado ao grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional

Mais lidas

Reprodução/Twitter

Ministro da Defesa, Guillermo Botero, afirmou que motorista era membro do grupo armado