Terça-feira, 9 de junho de 2026
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O ex-vice-presidente Dick Cheney ordenou que a CIA (agência de inteligência norte-americana) ocultasse do Congresso um programa antiterrorista secreto, confirmou hoje (12) a presidente da Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, a democrata Dianne Feinstein.

A legisladora revelou, em entrevista ao canal de televisão Fox News, que o atual diretor da agência, Leon Panetta, se reuniu com alguns membros do Congresso em 24 de junho e descreveu o programa.

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A Lei de Segurança Nacional de 1947 obriga o presidente a manter “totalmente informados” os comitês de inteligência do Congresso sobre atividades “de inteligência”. Mas assinala também que as sessões explicativas devem ser levadas a cabo “na medida em que levem em conta a precaução contra a divulgação não autorizada de informação classificada”.

Panetta afirmou, no encontro do mês passado, que “Cheney tinha ordenado que não se informasse ao Congresso” sobre esse projeto antiterrorista, que ele interrompeu quando tomou as rédeas da CIA, após ser designado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

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Dianne Feinstein disse que a decisão de esconder o programa “é um grande problema”, porque “se afastou da lei”.

“Tem que ser investigado”, afirmou ao canal ABC Dick Durbin, “número dois” dos democratas no Senado, que afirmou que o ocultamento do programa “não é só um erro, mas pode ser ilegal”. “Dar ao presidente um poder sem nenhum controle vai além do que permite a Constituição”.

A senadora democrata Debbie Stabenow disse à CNN que o ex-vice-presidente “prejudica a credibilidade da CIA”.

Senadores republicanos também reclamaram da decisão de Cheney, que manteve o programa em sigilo durante oito anos. Judd Gregg reconheceu que “a informação devia ser compartilhada” com o Congresso. Dick Cheney não comentou o assunto.

O jornal The New York Times revelou o caso no sábado, em um artigo publicado em seu site, baseado em entrevistas com duas fontes anônimas. Segundo o jornal, Panetta soube da existência do programa em 23 de junho, um dia antes de sua reunião com Feinstein e com outros legisladores de alto calibre.

Governo Bush escondeu plano antiterrorista do Congresso

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