Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O governo da Irlanda do Norte vai modificar a legislação para que os menores de 12 anos possam manusear armas sob supervisão de um adulto, anunciou nesta terça-feira (12/11) o Ministério da Justiça e Interior.

A lei vigente na província britânica só concede permissões especiais para aqueles com idades compreendidas entre 16 e 18 anos, enquanto que, no resto do Reino Unido, não existe um mínimo estabelecido se a atividade se desenvolver sob supervisão.

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A decisão foi tomada depois das conversas mantidas nos últimos meses entre o titular de Justiça e Interior, David Ford, e o chefe do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), Matt Baggott, informou nesta terça-feira um porta-voz oficial.

Embora ainda se desconheçam os detalhes da nova legislação, os menores de 12 anos só poderão manusear escopetas de ar comprimido e de cartuchos em locais específicos, aparentemente sob o controle de um maior de 21 anos com pelo menos três anos de experiência.

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A mudança da legislação prevista não agradou a todos e duas organizações do mundo do tiro recreativo e do mercado de venda destes produtos pediram que a idade mínima fosse rebaixada até os 10 anos.

Uma das justificativas para a permissão é que praticantes de tiro começam com idade muito avançada em relação a outros países

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Dentro do multiconfessional Partido da Aliança, liderado por Ford, o único no Executivo autônomo que aglutina católicos e protestantes, também surgiram vozes que questionam a idoneidade do projeto.

“Inquietação”

Stewart Dickson, membro do comitê parlamentar de Justiça e Interior, assegurou hoje que sente “inquietação” perante a medida adotada pelo líder de sua formação, embora declarou que não se oporá a ela.

“Me preocupa a segurança dos menores e me preocupa que qualquer mudança na lei sobre armas não seja administrada de maneira estrita”, declarou o parlamentar norte-irlandês à emissora britânica BBC.

Dickson destacou que o ministro ofereceu “garantias” que o uso de armas de fogo por parte de menores de 12 anos só deve ser permitida em “circunstâncias nas quais a supervisão é extrema”.

Além disso, o deputado lembrou que, entre os argumentos apresentados pelos defensores da reforma da lei, um faz referência à desvantagem que têm os concorrentes da Irlanda do Norte em torneios esportivos frente a outros do Reino Unido que iniciam esta atividade a uma idade adiantada. 

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