Quarta-feira, 22 de abril de 2026
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Dois episódios de violência em Honduras, contra opositores do antigo regime de Roberto Micheletti e do atual governo de Porfírio Lobo, foram denunciados no fim de semana. Os crimes teriam ocorrido na semana passada. No primeiro, dois cinegrafistas da Globo TV, que apoia o presidente deposto Manuel Zelaya, teriam sido sequestrados e torturados. No segundo, a militante da Frente Nacional de Resistência Popular Vanessa Zepeda foi encontrada morta.

O Comissário Nacional para os Direitos Humanos, Ramón Custodio, ligado ao golpe de Estado contra Zelaya, não comentou o assassinato de Vanessa nem o sequestro.

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O primeiro crime foi cometido na terça-feira (2), quando policiais disfarçados de civis capturaram Manuel de Jesús Murillo, 24 anos, e Ricardo Vásquez Vásquez, 27 anos, funcionários da rede de TV, em um posto de gasolina em Tegucigalpa. Murillo tinha marcado um encontro para a entrega de uma fita de vídeo, cujo conteúdo não foi divulgado.

Durante mais de três horas, conforme relataram os rapazes, os policiais os torturaram numa casa desconhecida e questionaram a localização de possíveis armas e dólares. Após ameaçarem com facões e os enrolarem em sacolas plásticas, os criminosos perceberam que as vítimas não sabiam de nada e os libertaram.

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“Meu único crime foi participar de marchas da resistência. Três dias antes das eleições eu fui detido por pendurar cartazes pelo mesmo policial que me torturou na terça-feira, e minha casa foi invadida no dia das eleições. Disseram a minha mãe e filhas que se não entregassem as armas, iriam matá-las”, disse Manuel de Jesús Murillo ao jornal El Tiempo de Honduras.

Assassinato

Um dia depois do seqüestro dos funcionários da Globo TV, Vanessa Zepeda, mãe de três filhas, foi encontrada morta num bairro no sul de Tegucigalpa. Ela era militante da Frente Nacional de Resistência Popular e trabalhava no Instituto Hondurenho de Segurança Social.

Segundo o jornal El Libertador, desde que se tornou membro da resistência, Vanessa foi sucessivamente ameaçada e recebia mensagens de texto via celular avisando que, caso continuasse a militância, seria morta. Organizações de direitos humanos alertaram para a perseguição à Vanessa poucos dias antes da morte da militante.

Moradores de Loarque, bairro onde Vanessa foi encontrada, disseram que o corpo da jovem foi jogado de uma caminhonete de cabine dupla. Médicos legistas impediram que os advogados da resistência fizessem o reconhecimento e a remoção do cadáver para o necrotério, de acordo com o diário hondurenho.

Para os líderes da resistência, o assassinato é prova de que a repressão continua no país, apesar da eleição de Lobo.

Membros da resistência em Honduras denunciam tortura e assassinato

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