Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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O Parlamento da Grécia aprovou na noite deste domingo (13/02), por 200 votos a favor e 74 contra, mais um plano econômico que prevê duras medidas de austeridade para a população. A votação gerou uma onda de protestos e violentas manifestações por todo o país que terminou com centenas de feridos e pelo menos 130 pessoas detidas.

A aprovação das medidas era necessária para que o país recebesse um segundo resgate financeiro de 130 bilhões de euros aprovado pelo grupo conhecido como “Troika” (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu). Caso a medida não fosse aprovada, o país correria o risco de sair da Zona do Euro.

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As medidas aprovadas pelo governo prevêem um arrocho de 3,3 bilhões de euros nas contas públicas, que será obtido através de corte de pensões, redução de salários e demissões.

A “ajuda” financeira que o país receberá em contrapartida será usada apenas para o pagamento de juros de sua dívida pública. Ela precisará receber esse montante até o dia 20 de março para saldar uma parcela de 14,5 bilhões de euros.

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A votação foi antecedida por uma tensa sessão de debates. O primeiro-ministro Lucas Papademos, que lidera um governo de coalizão com prazo para acabar, seu antecessor e líder do Pasok (Partido Socialista Pan-helênico) Giorgios Papandreou, além do ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, adotaram um discurso baseado no medo para tentar convencer os deputados.

Segundo Papademos, eram apenas duas opções: “avançar com a Europa e a moeda única” ou levar o país à “miséria, à bancarrota, à marginalização e à exclusão do euro”.

Além das medidas de austeridade,os deputados gregos também aprovaram no mesmo pacote um plano de quitação de cem bilhões de euros em dívidas privadas, e um projeto de recapitalização dos bancos.

Falta de unidade

Além da falta de apoio popular, a aprovação do plano também não contou com o apoio político esperado inicialmente. O pequeno bloco de esquerda, como o esperado, votou contra o plano. Os representantes do Laos (Povo – Alerta Popular Ortodoxo), de extrema-direita, que abandonaram nesta semana o governo de coalizão, se abstiveram.

Entretanto, mais surpreendentes foram os votos contrários de representantes dos dois partidos majoritários: 11 deputados Pasok (centro-esquerda) e nove da ND (Nova Democracia, de direita, legenda de Papademos) se rebelaram – e deverão sofrer represálias na próxima eleição.
 

Apoio político, que contou com defecções dos dois partidos majoritários, foi menor do que o esperado

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