Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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Autoridades ucranianas participaram nesta quarta-feira (14/05) de uma mesa de negociações organizada por países ocidentais para tentar diminuir a tensão no país, mas a iniciativa fracassou e nenhum resultado foi obtido. Em vez disso, o governo interino afirmou que não vai ceder à “chantagem” dos separatistas pró-Rússia, que controlam a região leste.

A primeira sessão de diálogos, incentivada pela OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação da Europa), foi presidida pelo primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, e não contou com a presença dos grupos separatistas, vetados por Kiev.

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Apesar da proibição à presença de insurgentes, na abertura das conversas o presidente interino, Aleksandr Turchinov, afirmou que a Ucrânia estava “pronta” para ouvir os líderes do leste. Logo em seguida, entretanto, ele se recusou a ceder ao que chamou de “chantagem” desses grupos, que “impõem a vontade” da Rússia.

“Aqueles que, com armas nas mãos, travam uma guerra contra o seu próprio país (…), que nos impõem a vontade do país vizinho responderão na Justiça”, declarou Turchinov. Em comunicado conjunto liberado mais cedo, o presidente e Yatseniuk haviam dito que estavam dispostos a conversar “com todo mundo que tenha objetivos claros (…) e não tenha sangue em suas mãos”.

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Os participantes da “mesa redonda” de diálogos pediram a organização de uma nova rodada de negociações, desta vez em Donetsk, mas não houve uma decisão.

Agência Efe

Vista geral da mesa de negociação em Kiev: governo, ministros e parlamentares participaram da iniciativa da OSCE

Enquanto isso, a Rússia voltou a criticar as ações das autoridades de Kiev. Serguei Lavrov, ministro das Relações Exteriores russo, afirmou que o país onde “ucranianos matam ucranianos” está “à beira da guerra civil”. Na terça-feira (13/05), um ataque de separatistas deixou sete soldados ucranianos mortos.

Embates

Quase todos os dias, soldados ucranianos e separatistas se enfrentam na região de Slaviansk, no leste do país. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, pediu ontem a “mobilização de toda a UE e da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] frente ao risco ou à ameaça de uma queda do Estado ucraniano ou, pelo menos, de uma divisão muito dolorosa”.

Ministro de Relações Exteriores da Rússia afirmou que país está "à beira de uma guerra civil"; Kiev fala em "chantagem"

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Denis Patkovski, membro do grupo separatista que atua na região de Donetsk, disse à Associated Press que “o governo em Kiev não quer ouvir as pessoas de Donetsk. Eles apenas chegam aqui com suas armas”.

Momento tenso

A mesa de negociações ocorreu logo depois de as regiões de Donetsk e Lugansk terem declarado sua independência da Ucrânia, baseando-se em referendos realizados no domingo (11). Tanto a Ucrânia quanto os Estados Unidos não reconheceram a legalidade das consultas.

Mais de dez soldados ucranianos morreram nesta semana em enfrentamentos com os grupos armados que comandam as cidades separatistas de Slaviansk e Kramatorsk. O saldo representa a maior baixa nas forças ucranianas desde a eclosão do conflito — fato que contribuiu para aumentar a descrença sobre as negociações patrocinadas pela OSCE.

Hoje, a “República Popular de Donetsk” anunciou a criação de seu próprio órgão legislativo, que em sua primeira reunião aprovou um projeto de Constituição. “Formamos um Conselho Supremo com 150 deputados. Durante a primeira reunião, foi decidida a criação de um Conselho de Segurança e foi aprovado um projeto de emenda constitucional”, afirmou Miroslav Rudenko, co-presidente da república separatista, à agência russa Interfax.

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