Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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Agência Efe
Os serviços de inteligência alemães sabiam dos programas de espionagem em massa dos EUA, mas não informavam seus detalhes às autoridades, segundo o ex-consultor da CIA Edward Snowden, responsável por vazar dados de programas de espionagem secretos da NSA (Agência de Segurança Nacional norte-americana) à imprensa.

Em entrevista publicada neste domingo (07/07) pela revista alemã Der Spiegel, realizada antes de Snowden se tornar um fugitivo, o norte-americano diz que “eles [a NSA] têm um conluio com os alemães, assim como com a maioria dos países ocidentais”.

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“Outras agências não nos perguntam onde conseguimos as informações e nós também não perguntamos a elas. Desse jeito elas podem proteger seus políticos mais importantes da repercussão caso se esclareça o quanto as privacidades das pessoas são abusadas pelo mundo”, afirmou Snowden.

Essas novas informações aparentemente desmentem a indignação do governo alemão quanto à espionagem da NSA. A chanceler Angela Merkel e outras altas figuras políticas da Alemanha classificaram essa prática “entre sócios e amigos” como “inaceitável”, uma vez que “a Guerra Fria acabou”.

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Analista norte-americano afirma que NSA age "em conluio" com alemães

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A revelação de Der Spiegel vem depois de o jornal francês Le Monde, também usando documentos vazados por Snowden, afirmar que a França tinha um grande sistema de espionagem, “o segundo maior da Europa, atrás do britânico”.

Antes disso, documentos foram expostos descrevendo programas de espionagem da Inglaterra, que, supostamente, usam mecanismos muito parecidos com os da NSA e também têm grande poder de interceptação.

Edward Snowden encontra-se, desde o dia 23 de junho, na zona de trânsito de um aeroporto em Moscou, tendo pedido asilo a 27 países, de acordo com o Wikileaks. Nesta semana, Nicarágua, Venezuela e Bolívia ofereceram asilo ao norte-americano, mas autoridades desses países dizem que ainda não tiveram resposta dele sobre o lugar aonde deseja ir.