Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Compartilhe:

Atualizada às 14h37

Um dia após a Rússia advertir que iria cortar o fornecimento de gás caso Kiev não pagasse com antecedência, o primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, disse nesta terça-feira (13/05) que irá processar Moscou caso a Gazprom não baixe o preço. Além disso, ele acusou o país de ter “roubado” esse recurso energético da Ucrânia ao anexar a Crimeia.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

“Nós enviamos à Gazprom uma notificação” e pedimos à Rússia um “acordo baseado nas condições do mercado. Se a Rússia rejeitar esse acordo, nós vamos levá-la ao Tribunal” de Arbitragem “de Estocolmo”, declarou Yatseniuk durante uma coletiva de imprensa após uma reunião com a Comissão Europeia em Bruxelas. “Restam 20 dias a eles. É o último apelo para que a Rússia sente à mesa de negociações para encontrar uma solução”, acrescentou.

Agência Efe

Yatseniuk tem optado por dialogar com a UE para amenizar a crise; acima, com Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

Na coletiva, Yatseniuk também acusou a Rússia de ter “roubado bens ucranianos” durante a anexação da Crimeia e de ter roubado mais de 2 bilhões de metros cúbicos de gás. Após a derrubada do presidente Viktor Yanukovitch e a chegada ao poder de novas autoridades pró-europeias, a Rússia eliminou os descontos no preço do gás concedido à Ucrânia.

A gigante russa Gazprom exigiu ontem à companhia estatal ucraniana Naftogaz 1,66 bilhão de dólares

NULL

NULL

A gigante russa Gazprom exigiu ontem à companhia estatal ucraniana Naftogaz 1,66 bilhão de dólares como pré-pagamento para as entregas de gás de junho. Ela indicou que a dívida da Ucrânia chega a 3,5 bilhões de dólares.

Empréstimo

Aproveitando a situação, a Comissão Europeia disse hoje que a Ucrânia poderá utilizar o empréstimo, cujo contrato será assinado em Bruxelas, para pagar a fatura da Gazprom. “É um respaldo ao orçamento ucraniano para ajudar o país a cumprir suas necessidades de financiamento, o que evidentemente inclui as necessidades de pagamento no setor da energia”, disse o porta-voz de Assuntos Econômicos e Monetários, Simon O'Connor.

O contrato prevê empréstimo no valor de 11 bilhões de euros nos dois próximos anos, que inclui entre outras medidas a supressão unilateral das tarifas às importações vindas da Ucrânia. Também se assinará um memorando de entendimento sobre a assistência macrofinanceira à Ucrânia no valor de um bilhão de euros na forma de empréstimos de médio prazo, incluída nessa ajuda geral.

Mais lidas