Terça-feira, 3 de março de 2026
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O governo da Venezuela acusou neste domingo (23/12) a Guiana de violar sua soberania após interceptar dois navios de exploração da transnacional note-americana ExxonMobil na costa de Essequibo.

Segundo comunicado emitido pelo governo venezuelano, as embarcações, uma com a bandeira das Bahamas e outra com a bandeira de Trinidad e Tobago, alegaram que tinham permissão do governo da Guiana para navegar na região.

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“É importante destacar que no intercâmbio de comunicação com os capitães dos navios de exploração, eles argumentaram que possuíam permissão do governo da República Cooperativa da Guiana para operar no respectivo espaço marítimo”, afirma o comunicado.

Em sua conta no Twitter, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, afirmou que “diante da flagrante violação de nossa soberania por parte dos navios de exploração petroleira contratados pela Guiana, a Armada Bolivariana precedeu a aplicar os protocolos correspondentes com estrito rigor e apego aos acordos internacionais”.

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Caracas também afirmou que informou o secretário-geral das Nações Unidas sobre o ocorrido e encaminhou o comunicado ao governo guianense “diante dessa inaceitável violação da soberania nacional que, muito além da controvérsia territorial sobre a Guiana Essequiba, ultrapassou todos os limites com essa inédita incursão”.

O governo da Guiana rechaçou a interceptação do navio com bandeira das Bahamas, o que qualificou como um ato “ilegal, agressivo e hostil”, e acusou a Venezuela de invadir suas águas territoriais.

Atualmente, a região do Essequibo consta como zona em litígio, embora os dois países reivindiquem sua soberania. Em 1966, o governo da Venezuela e o Reino Unido, país do qual a Guiana era colônia, assinaram um tratado em que se reconhecia os direitos de soberania venezuelana na região. O Acordo de Genebra, como foi chamado, foi assinado três meses antes da Guiana conquistar sua independência e ainda está em vigor.

Caracas também afirmou que informou o secretário-geral das Nações Unidas sobre o ocorrido e encaminhou o comunicado ao governo guianense

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Embarcações alegaram que tinham permissão do governo da Guiana