Quinta-feira, 19 de março de 2026
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O vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, acusou nesta sexta-feira (21/04) a oposição ao governo de Nicolás Maduro de criar “uma nova espiral terrorista” no país, em referência aos atos violentos em protestos da direita das últimas semanas, como o ataque a um hospital infantil em Caracas na noite de quinta-feira (20/04).

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“A direita cheia de ódio está criando uma nova espiral terrorista concertada com a delinquência criminal”, que usa para “atacar o povo humilde”, disse Aissami em entrevista ao canal estatal VTV.

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“Quinze anos depois, continua o mesmo roteiro de 2002”, disse o vice-presidente em referência a uma tentativa de golpe de Estado contra Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, derrotada pela resistência popular.

O Hospital Materno Infantil Hugo Rafael Chávez Frías, em Caracas, capital da Venezuela, foi evacuado na noite desta sexta-feira (20/04) após um ataque de grupos opositores durante um protesto contra Maduro, que o vice-presidente classificou de “ato terrorista”.

Agência Efe

Guarda Nacional Bolivariana em confronto com manifestantes opositores a Maduro nesta quinta-feira (20/04)

Rosalinda Prieto, diretora do hospital, afirmou que “grupos violentos lançaram um chuva de pedras e objetos contundentes” contra o centro de saúde. “Depois, queimaram grande quantidade de lixo diante do hospital e a fumaça entrou nas instalações. Havia bebês recém-nascidos da área de emergência”, disse Prieto.

Opositores incendiaram lixo diante de hospital e atiraram pedras contra centro de saúde durante protesto contra Maduro em Caracas; na mesma região, 11 pessoas morreram durante saques a estabelecimentos comerciais

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A médica disse que “o ataque se iniciou cerca de 9 da noite [hora local] e se estendeu por quase três horas”. Depois disso, pacientes foram evacuados, entre os quais 54 bebês.

Líderes da oposição venezuelana acusaram forças de segurança de terem provocado o incidente que levou à evacuação do hospital.

O deputado José Guerra, da coalizão opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática), disse que a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) disparou contra edifícios e lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o protesto opositor. “A fumaça das bombas de gás lacrimogêneo chegou ao hospital, que teve que ser evacuado”, afirmou.

Agência Efe

Estabelecimento comercial saqueado em El Valle, em Caracas, na noite passada

Na mesma região onde fica o hospital, El Valle, no oeste de Caracas, pelo menos 11 pessoas morreram durante uma tentativa de saque a uma padaria em meio ao protesto da oposição contra Maduro. Algumas delas teriam sido eletrocutadas, enquanto outras foram mortas a tiros, afirmou o Ministério Público venezuelano, que investiga o caso.

Nas últimas semanas, uma série de protestos contra o governo de Nicolás Maduro tem sido acompanhada por atos violentos e ataques contra instalações estatais, que já deixaram 62 feridos em todo o país, segundo o MP, além de terem causado prejuízo de pelo menos 50 bilhões de bolívares, disse o presidente no dia 16 de abril.