Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Às margens da primeira reunião bilateral do ano entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping e Joe Biden, respectivamente, o ex-embaixador chinês em Washington (2013-2021) Cui Tiankai, afirmou que o país asiático pode “estabilizar laços e envolver os EUA em questões importantes desde que Washington respeite o princípio de que Taiwan faz parte da China”.

A fala de Cui ocorreu nesta terça-feira (14/11), mesmo dia em que Xi Jinping embarcou para São Francisco a fim de participar da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês).

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“O princípio de Uma Só China é a chave. Enquanto esse princípio existir, e ninguém tentar desafiá-lo, não haverá necessidade de usar a força. Mas se for violado ou desafiado, o risco de guerra aumentará significativamente”, ainda defendeu Cui, citado pelo jornal South China Morning Post.

“Só espero que os EUA e os políticos norte-americanos tenham sabedoria o suficiente, ou mesmo bom senso, e não sejam a favor da guerra com tanta facilidade”, ressaltou ele.

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Cui ainda defendeu que a Cúpula da APEC era uma “excelente oportunidade” para Xi Jinping e Biden “concordarem em evitar confrontos e erros de cálculo entre as duas grandes potências”.

Diplomata chinês declarou que, se princípio de 'Uma Só China' for violado, 'risco de guerra aumentará significativamente'

U.S. Department of Agriculture/Flickr

Cui Tiankai defendeu que a Cúpula da APEC era uma "excelente oportunidade" para a reunião entre Xi Jinping e Biden

“As reuniões entre os dois presidentes são sempre importantes, porque são de alto nível. Dá orientação estratégica para que o relacionamento avance e se isto for feito, vai nos permitir avançar em muitas questões específicas, incluindo talvez os intercâmbios entre militares”, afirmou Cui ao jornal asiático.

Pequim vê Taiwan como uma província renegada que pertence por direito à China, de acordo com a política de Uma Só China. A ilha autogovernada não declarou formalmente a independência, mas afirma já ser independente e mantém laços próximos com os EUA. 

(*) Com Sputniknews