Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O poder Executivo da União Europeia cobrou nesta quarta-feira (09/11) o desembarque “imediato” dos 234 migrantes forçados a bordo do navio Ocean Viking, da ONG SOS Méditerranée e que navega em águas italianas em direção à França.

Segundo uma nota da Comissão Europeia, a situação na embarcação atingiu um “nível crítico” e precisa ser enfrentada com urgência para “evitar uma tragédia humanitária”.

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“A Comissão Europeia recorda o princípio da cooperação e convida os Estados-membros a trabalhar juntos para garantir uma resposta conjunta, com máxima consideração pela sacralidade da vida humana”, disse o Executivo da UE, acrescentando que o desembarque deve ocorrer no “porto seguro mais próximo”.

Bruxelas ainda destacou que existe um “número significativo de vagas de realocação” disponíveis para redistribuir os migrantes entre os países do bloco.

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O Ocean Viking resgatou 234 pessoas na costa da Líbia, no Mediterrâneo Central, no fim de outubro, e há mais de duas semanas aguarda a designação de um porto seguro para atracar.

Ocean Viking resgatou 234 pessoas na costa da Líbia no fim de outubro, e há mais de duas semanas aguarda designação de porto seguro para atracar

Twitter/SOS Méditerranée

Segundo nota da Comissão Europeia, situação na embarcação atingiu "nível crítico"

A embarcação chegou a entrar em águas territoriais italianas, mas o governo da premiê Giorgia Meloni, de extrema direita, não autorizou o desembarque. Após dias de impasse, a tripulação decidiu zarpar em direção à França, iniciando uma viagem de centenas de quilômetros apesar do estado de fragilidade dos migrantes.

Uma fonte do Ministério do Interior francês disse à ANSA na última terça (8) que os deslocados internacionais poderiam descer no porto de Marselha, mas o governo ainda não confirmou oficialmente.

Normas internacionais de navegação determinam que pessoas resgatadas em alto mar sejam levadas ao porto seguro mais próximo. Como as ONGs humanitárias se recusam a devolver os migrantes para a Líbia, onde há graves denúncias de violações de direitos humanos, os portos seguros mais próximos no Mediterrâneo Central seriam na Itália ou em Malta.

(*) Com Ansa