Quinta-feira, 11 de junho de 2026
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A Rússia elogiou nesta terça-feira (25/10) a proposta do presidente da França, Emmanuel Macron, de incluir o papa Francisco nas negociações para solução da guerra com a Ucrânia.

De acordo com Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, a ideia do líder francês é “positiva” e afirmou que a Rússia “está pronta para conversar com os EUA, outros países e o papa para encontrar soluções para a crise ucraniana“. 

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Em relação ao apelo do presidente francês para que o papa Francisco converse com Putin, Peskov lamentou que “ninguém esteja apelando para Kiev”, que rejeitou abertamente qualquer negociação.

Macron e Francisco se reuniram durante quase uma hora na última segunda (24/10), no Vaticano, e o presidente sugeriu que o pontífice ligue para os mandatários da Rússia, Vladimir Putin, e dos EUA, Joe Biden, e para o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo, para “favorecer o processo de paz” na Ucrânia.

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De acordo com Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, ideia de envolver Papa em negociações é "positiva"

Desde o início da guerra na Ucrânia o papa Francisco tenta negociar visitas e negociações de paz entre Kiev e Moscou. O pontífice pediu ao presidente ucraniano Vladimir Zelensky que “esteja aberto” a propostas sérias de paz.

Comentando a crescente retórica entre autoridades e mídia ocidentais sobre os perigos de uma guerra nuclear na Ucrânia, Francisco também enfatizou que “é absurdo que a humanidade se encontre novamente diante da ameaça de uma guerra atômica”.

Ao longo da crise ucraniana, Francisco criticou os dois lados do conflito e acusou repetidamente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de “provocar” Moscou, em alusão ao avanço em direção às suas fronteiras nas últimas duas décadas e meia, apesar das promessas de que tal movimento não seria feito.

(*) Com Ansa e S´putniknews