Após 12 dias de protestos, Duque cede e aceita dialogar com comitê de greve na Colômbia

Conversas acontecerão de forma exclusiva com lideranças dos movimentos populares que encabeçam as paralisações contra governo de Iván Duque

Redação Opera Mundi

O governo do presidente da Colômbia, Iván Duque, anunciou nesta segunda-feira (02/12) que concorda em realizar um diálogo exclusivo com o Comitê Nacional de Greve na Colômbia, formado pelas principais lideranças dos protestos e da paralisação geral que ocorreram nos últimos 12 dias em diversas cidades do país. Uma nova jornada de mobilização nacional está prevista para a próxima quarta-feira (04/12).

Segundo o governo, as conversas acontecerão paralelamente ao chamado "Grande Diálogo Nacional, programa adotado por Duque em meio aos protestos que foi rechaçado pelos movimentos populares que encabeçam as mobilizações por incluir empresários e outros setores que não participam da greve geral.

De acordo com Diego Molano, diretor do Departamento Administrativo da Presidência e designado pelo mandatário colombiano para articular o diálogo, será instalada "uma mesa que terá relação com a nacional".


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"Solicitamos ao comitê de greve que, diante do clamor colombiano e para que o país inicie uma época de festas tranquila, suspendam a mobilização do dia 4 de dezembro, de modo que os efeitos econômicos que a greve está gerando não sigam afetando o desenvolvimento das atividades do comércio e dos transportes", disse Molano.

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Conversas acontecerão de forma exclusiva com lideranças dos movimentos populares que encabeçam as paralisações contra governo de Iván Duque

Segundo o funcionário de Duque, o comitê respondeu dizendo que iria analisar o pedido. O governo espera que ainda nesta segunda-feira ou até esta terça, os diálogos com as lideranças da greve possam ser iniciados.

Na última quinta-feira (28/11), o Comitê Nacional de Greve na Colômbia apresentou uma lista de condições para a instalação de uma nova mesa de diálogo a fim de discutir as demandas sociais que mobilizam milhares de pessoas desde o último dia 21 de novembro.

O grupo, que reúne sindicatos, estudantes, indígenas e comunidades afrodescendentes, enviou uma carta aberta ao governo em que propõe um "diálogo inclusivo, democrático e eficaz" e que já convocava uma nova "grande jornada de mobilização" no dia 4 de dezembro.

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