Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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 O ministro da Defesa da Argentina, Jorge Taiana, anunciou neste sábado (29/04) a destituição do general Rodrigo Soloaga do cargo de presidente da Comissão de Cavalaria Reformada.

A decisão foi tomada após declarações de Soloaga em apoio aos militares presos por crimes contra a humanidade, como tortura, sequestro, assassinato e desaparecimento de pessoas, perpetrados durante a última ditadura civil-militar do país, entre 1976 e 1983.

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Segundo Taiana, “estamos completando 40 anos de democracia este ano e não vamos mais tolerar esse tipo de manifestação”.

Não é a primeira vez que Soloaga assume publicamente sua postura a favor de militares violadores de direitos humanos. Em 2004, ele era o Chefe do Estado-Maior do Exército, pediu aposentadoria ao saber que o então presidente Néstor Kirchner (2003-2007) retiraria os quadros dos golpistas Jorge Rafael Videla e Reynaldo Benito Bignone do Colégio Militar da Nação.

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Decisão de destituir general Soloaga foi tomada após declarações de Soloaga em apoio aos militares presos por crimes contra a humanidade

Na ocasião, ele expressou que o gesto de Kirchner contrariava “princípios e convicções que não estou disposto a negociar, muito menos com o mesquinho objetivo de endossar comportamentos que tendem a desvalorizar a instituição e, de alguma forma, obrigá-la a abandonar uma história cheia de grandeza, honra e dignidade”.

Apesar da sua aposentadoria naquele ano, Soloaga retornou às Forças Armadas por decisão do governo de direita de Mauricio Macri (2015-2019). Porém, a decisão do ministro prevê a aplicação de sanção disciplinar correspondente a quem realiza manifestações que violem as políticas da Memória, Verdade e Justiça. Portanto, é possível que ele seja, novamente, obrigado a ir para a reserva.

Além do Ministério da Defesa, houve reação da Secretaria Direitos Humanos da Argentina sobre o caso. O secretário Horacio Pietragalla Corti fez um apelo à imprensa para “evitar a propagação de discursos negacionistas”.

Entre as organizações de direitos humanos, entidades como as Mães e Avós da Praça de Maio publicaram um comunicado manifestando sua preocupação com declarações desse tipo.

(*) Com informações de TeleSur