Sábado, 5 de setembro de 2026
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A junta militar que deu um golpe de Estado na Tailândia dissolveu neste sábado (24/05) o Senado e afastou de suas funções três altos funcionários da área de segurança considerados próximos à corrente política do governo deposto e seu líder, Thaksin Shinawatra.

O Senado era até agora o único órgão legislativo ativo no país depois que o Parlamento foi dissolvido no começo do ano pela convocação de eleições antecipadas, canceladas posteriormente pelos tribunais.

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A medida reforça o controle e a autoridade do Conselho Nacional para a Paz e a Ordem, nome oficial da junta militar, e de seu líder, o general Prayuth Chan-ocha, que ontem (23) se autoproclamou primeiro-ministro. Os militares assumiram o poder na última quinta-feira (22), depois de terem deposto o governo. 

A junta também anunciou a destituição do chefe da Polícia Real da Tailândia, Adul Saengsingkaew, transferido para posto inativo no escritório do primeiro-ministro, segundo informações do jornal Bangcoc Post.

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Agência Efe

Soldados da Tailândia confrontam manifestantes que se opõem ao golpe de Estado neste sábado (24), na capital Bangcoc

Além disso, foram transferidos para postos inativos o chefe do Departamento de Investigações Especiais, Tarit Pengdith, e o secretário permanente do Ministério da Defesa, Nipat Thonglek.

Três altos funcionários da área de segurança considerados próximos do governo deposto foram afastados de seus cargos

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Os três funcionários eram considerados leais ao governo deposto e a Thaksin, o ex-primeiro-ministro afastado do poder no golpe de Estado de 2006 e exilado em Dubai, onde com isso escapa de uma condenação por corrupção.

Nas últimas horas a junta militar também revogou a Constituição e criou um novo governo formado por generais, que pretende realizar reformas políticas e econômicas sem que por enquanto tenha dado um prazo para devolver o poder a um governo civil.

Novas eleições na Tailândia estavam previstas para o mês de julho, mas, frente à atual crise, as autoridades estudam a ideia de adiá-las, pelo menos, até o mês de agosto. 

(*) Com Agência Efe

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