Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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A Chancelaria argentina destacou ontem (19/10) respaldo dos ministros das Relações Exteriores dos países-membros do Mercosul contra a decisão da Grã-Bretanha de realizar exercícios militares nas Ilhas Malvinas, cujo território é reivindicado por Buenos Aires.

  

O repúdio às atividades foi feito hoje durante o encontro do Parlaul (Parlamento do Mercosul), em Montevidéu. O evento reúne ministros das Relações Exteriores dos quatro países que integram o bloco – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

  

Em uma nota, o ministério argentino informou que os representantes diplomáticos vizinhos expressaram “seu formal e enérgico protesto pela decisão adotada pelo governo do Reino Unido e realizar exercícios militares, incluindo disparos de mísseis das Ilhas Malvinas”.

  

Os chanceleres se disseram ainda preocupados “frente à conduta britânica que implicaria em uma violação das normas de segurança da navegação da OMI (Organização Marítima Internacional)”.

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Em 1982, a Argentina enfrentou o Reino Unido em um confronto bélico pela soberania das Malvinas. Mesmo após ter perdido a disputa, o país sul-americano reivindica o território que está a 400 milhas marítimas de seu litoral.

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Presidência argentina

  

Ao se pronunciar perante os colegas, o chanceler do governo de Cristina Kirchner, Héctor Timerman, também enfatizou os avanços do bloco durante a presidência temporária exercida da Argentina, no primeiro semestre do ano.

  

Entre os temas, Timerman ressaltou a aprovação do Código Aduaneiro, a eliminação gradativa da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) e a integração produtiva em si, como os projetos aprovados por meio do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) e a retomada das negociações em busca de um tratado com a União Europeia.

  

“Acreditamos ter conseguido, entre todos, o objetivo buscado; a eliminação da multiplicidade da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum facilitará a circulação de mercadorias intrazona, barateando os custos e melhorando a competitividade de nossas empresas”, explicou.

  

A assinatura do código em questão, após anos de negociações, ocorreu em agosto passado durante uma cúpula de líderes do bloco. A normativa permitirá que a união aduaneira seja definitivamente formada, levando ao fim da cobrança dupla da TEC, tema que gerou muitas discordâncias entre os integrantes do grupo por pelo menos seis anos.

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