Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
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O Egito, um dos países mediadores do conflito israelense na Faixa de Gaza, anunciou neste domingo (12/05) que se juntará à África do Sul em sua denúncia contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que acusa o país genocídio no enclave palestino.

A declaração foi feita por meio do Ministério das Relações Exteriores egípcio “após o agravamento da agressão israelense e a persistente perpetração de práticas sistemáticas contra o povo palestino”.

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“A República Árabe do Egito anuncia sua intenção de intervir formalmente em apoio ao caso da África do Sul contra Israel perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ) para examinar as violações de Israel de suas obrigações de acordo com a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza”, escreveu o comunicado, veiculado nas redes sociais do porta-voz da chancelaria, Ahmed Abu Zeid.

O governo egípcio denunciou ainda que Israel tem efetuado “ataques diretos a civis e perpetuado a destruição da infraestrutura na Faixa de Gaza, o que levou a uma crise humanitária sem precedentes que criou condições inabitáveis”.

UNRWA/Twitter

Egito tomou decisão “após agravamento da agressão israelense” em Gaza

Assim, o Egito instou Israel a “cumprir suas obrigações” emitidas pela Corte Internacional de Justiça, entre elas garantir acesso à ajuda humanitária e de socorro para os feridos em Gaza.

“A República Árabe do Egito conclama que as forças israelenses não cometam nenhuma violação contra o povo palestino como um povo protegido pela Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio”, ressaltou o texto sobre as ordens que a CIJ emitiu, em janeiro, ao reconhecer “risco plausível de genocídio” na região

O país, que recebeu as reuniões de negociação para trégua no conflito, ainda reiterou que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e demais atores internacionais “tomem medidas imediatas para o cessar-fogo na Faixa de Gaza e interromper as operações militares” de Israel no enclave.

Assim, o país se une à Turquia e à Colômbia como apoiador do caso contra Israel.