Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
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“Mono Jojoy”, líder militar das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), pode estar muito doente em um acampamento na selva no sul da Colômbia, em conseqüência de uma diabetes crônica, informou hoje (21) o jornal norte-americano El Nuevo Herald.

Victor Julio Suárez Rojas ou Jorge Briceño Suárez, nomes pelos quais Mono Jojoy também é conhecido, está doente há mais de dois anos, mas, segundo informações de fontes judiciais ouvidas pelo jornal, alguns desertores das Farc relataram que sua saúde piorou e o líder está em estado terminal.

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“Eles [desertores] contaram que ele já não é mais o homem robusto de antes e que está em carne e osso. Não há comida suficiente, nem remédios, nem insulina. Os poucos guerrilheiros que ficam com ele precisam carregá-lo quando é preciso mudar de acampamento”, relatou um dos entrevistados.

As primeiras notícias sobre o agravamento de sua doença foram divulgadas há mais de um ano por “Abraham 43”, como é conhecido um membro da guerrilha, preso no departamento (estado) amazônico de Caquetá, na região sudoeste da Colômbia, enquanto buscava abastecimento para o grupo.

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No ano passado, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, ofereceu publicamente a Jojoy atendimento médico. Em troca, ele deveria se desarmar e libertar todos os seqüestrados em poder da organização. A proposta foi recusada.

O El Nuevo Herald relata que Mono Jojoy possui um plano de segurança, composto apenas por veteranos combatentes de sua confiança. Os desertores contaram que o líder guarda em segredo as coordenadas dos lugares onde se esconde e possui “muito armamento e milhões de dólares e de pesos colombianos em dinheiro”.

No último ano, as Farc perderam vários líderes, entre eles Manuel Marulanda, o “Tirofijo'', fundador e líder máximo durante quase 50 anos. Marulanda morreu no dia 26 de março de 2008 de uma crise cardíaca, segundo informações do comando central rebelde.

Jojoy, que ingressou na guerrilha aos 12 anos, tem 56. Vive escondido em acampamentos da guerrilha, pois o governo colombiano oferece US$ 5 milhões como recompensa por sua captura.

Chefe militar das Farc está muito doente, diz jornal

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