Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Manifestantes contrários ao presidente do Egito, Mohamed Mursi, atearam fogo nesta quarta-feira (05/12) a prédios pertencentes ao seu partido, o Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, nas cidades de Ismailia e de Suez. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas. Os ataques acontecem horas depois de confrontos entre manifestantes a favor e contra o governo, diante do palácio presidencial, na capital Cairo, que deixou 126 feridos, segundo o Ministério da Saúde.

Agência Efe (05/12/12)

Manifestantes pró e contra Mursi brigam nas ruas do Cairo

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Os opositores de Mursi exigem o cancelamento do referendo da Constituição, marcado para o próximo dia 15, e o fim de uma decreto aprovado em 22 de novembro que exime qualquer decisão presidencial de decisões judiciais, dando-lhe plenos poderes para governar e desequilibrando os poderes. A aprovação da minuta da Constituição pela Assembleia Consttuinte, ocorrida na última semana, não contou com o poio de setores laicos e seuclares do país, que consideram que o texto resitringe uma série de liberdades individuais e políticas.

Conflitos

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Nos protestos do Cairo, grupos opositores a Mursi protestavam pelo segundo dia consecutivo em frente à sede do governo quando foram atacados por apoiadores do presidente, armados com paus e com pedras, segundo testemunhas. As forças de segurança reagiram com gás lacrimogêneo a ataques com coquetéis molotov.

A Irmandade Muçulmana pediu “Os manifestantes devem se retirar ao mesmo tempo e se comprometer a não voltar para lá por causa do valor simbólico do palácio”, disse Mahmud Ghozlan, uma autoridade da Irmandade.

Na praça Tahrir, centro da capital e local preferido para a realização de protestos na cidade, centenas de oposicionistas permanecem acampados. Nesta quarta, também foram registrados ataques ao acampamento.
 

Manifestantes exigem revogação de decreto que dá plenos poderes a Mohamed Mursi e cancelamento de referendo constitucional

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Três conselheiros do governo egípcio renunciaram, ainda nesta quarta. Seif Abdel Fattah, Ayman al-Sayyad e Amr al-Leithy apresentaram suas renúncias, elevando para seis o número de funcionários da Presidência que deixaram seus cargos após o decreto de Morsi.

O premiê do Egito, Hisham Kandil, pediu calma e diálogo. Ele instou os manifestantes a deixarem o entorno do palácio presidencial e “dar uma chance aos esforços feitos agora para iniciar um diálogo nacional”.

Mais cedo, o vice-presidente do Egito, Mahmud Mekki, disse nesta quarta-feira que o gabinete está disposto a ajustar emendas à nova Constituição, desde que o texto seja referendado no próximo dia 15, conforme previsto.

Agência Efe (05/05/12)

Manifestantes favoráveis ao governo  ajudam companhero ferido em confronto contra opositores

Pela proposta, o documento firmado por governo e oposição vigorará até o começo do ano que vem, quando será eleito o novo Parlamento, que oficializará as emendas.

Um dos principais líderes da oposição, o Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, da FSN (Frente de Salvação Nacional) disse que Mursi é “completamente responsável” pela violência, e que ele perde sua legitimidade “dias após dia”. Ao lado do diplomata Amir Moussa, ex-diretor da Liga Árabe, e do candidato derrotado na última eleição, Hamdin Sabahi, também da FSN, disse que a oposição está pronta a negociar se o decreto e o referendo forem cancelados.

No entanto, o vice-presidente egípcio, Mahmud Mekki, confirmou o referendo para 15 de dezembro e que a oposição deixe suas queixas “por escrito”.

(*) com agências de notícias internacionais
 

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