Sexta-feira, 6 de março de 2026
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Uma semana após ser detido em Miami e enquanto a Justiça argentina aguarda sua extradição, o ex-tenente argentino Roberto Guillermo Bravo foi solto hoje (2) após o juiz federal norte-americano Robert Dubé ter pagado uma fiança de 1,2 milhão de dólares, informou a agência de notícias AP.

Até ser pego pela polícia local, na última quinta-feira (25), Bravo era foragido nos Estados Unidos desde 1977 por ser acusado de violações de direitos humanos cometidas durante a última fase da ditadura na Argentina (1976-1983). Entre eles, está a autoria do Massacre de Trelew, no dia 22 de agosto de 1972, na Patagônia, sul da Argentina.

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No episódio, 16 pessoas foram fuziladas na base militar Almirante Zar, na cidade de Trelew. As vítimas eram presos políticos capturados após uma tentativa de fuga. Dos 110 que tentaram escapar, apenas 6 conseguiram e 16 foram fuzilados ao serem capturados. Todos eram militantes das já extintas guerrilhas Montoneros, Exército Revolucionário do Povo e das Forças Armadas Revolucionárias.

Há dois anos, o juiz federal argentino Hugo Sastre, responsável pelo caso do massacre, solicitou aos EUA a prisão do ex-militar. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Argentina, um pedido de extradição foi enviado aos EUA na semana passada para que Bravo – o único dos cinco acusados no massacre que havia fugido – fosse julgado em seu país natal.

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Roberto Guillermo Bravo, de 67 anos, está agora esperando uma audiência de extradição, que está agendada para o próximo dia 2 de abril.


Versões diferentes

Apesar de ser considerado pela Justiça argentina como foragido, ele é naturalizado como cidadão norte-americano e dono da empresa de serviços médicos RGB Group, que tem contratos com várias agências governamentais dos EUA, como o Departamento de Defesa e da Administração Penitenciária Federal.

Em 2008, após a ordem de prisão, uma reportagem do jornal argentino Página12 mostrava que Bravo presidia a RGB e circulava pela cidade sem problemas.

Na época, o governo do general Augustín Lanusse argumentou que os presos políticos tinham sido mortos durante uma tentativa de fuga. O julgamento de Bravo e dos demais acusados no massacre seria possível graças a testemunho dos sobreviventes María Antonia Berger, Alberto Camps e René Haidar.

EUA libertam ex-militar argentino acusado de massacre na ditadura

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