Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O governo tecnocrata da República Tcheca, liderado pelo ex-social-democrata Jiri Rusnok desde o final de junho, caiu nesta quarta-feira (07/08) depois de não conseguir aprovar uma moção de confiança no Parlamento.

A equipe de Rusnok fracassou em uma câmara dividida entre uma frágil coalizão de centro-direita, com uma exígua maioria de 100 cadeiras sobre 198, e os social-democratas e comunistas que lhe apoiavam. No entanto, o o governo só conseguiu reunir 92 votos. As informações são da televisão pública tcheca.

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O Executivo seguirá de forma interina por um tempo indeterminado, até que o presidente do país, Milos Zeman, encarregue de novo a formação de um governo.

“Apresentaremos a renúncia imediatamente, amanhã ou depois, quando seja necessário”, disse Rusnok, a partir de hoje o primeiro-ministro interino do país.
 

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Atual administração não conseguiu completar três meses no poder; novas eleições deverão ser convocadas

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O chefe do Executivo se mostrou satisfeito que a sessão de hoje tenha servido “de catalisador para o início do processo de eleições antecipadas”, para o que é preciso uma maioria qualificada de 120 cadeiras.

A decisão da formação conservadora TOP 09, antigo membro do governo de centro-direita, de apoiar essa convocação eleitoral antecipada, tal como deseja a esquerda, assegura, em tese, o número de votos suficiente para a aprovação.

O anterior gabinete conservador de coalizão caiu no último mês de junho abalado por supostos delitos de corrupção e abuso de poder de colaboradores próximos, entre eles a chefe de gabinete do então primeiro-ministro Petr Necas.

Até agora os conservadores rejeitaram antecipar o pleito porque as enquetes lhes são desfavoráveis após anos de impopulares políticas de austeridade e vários escândalos de corrupção.

As últimas semanas estiveram marcadas por um enfrentamento entre a presidência e os partidos de centro-direita no Parlamento, que consideram que deveriam ter sido eles os responsáveis para formarem o novo governo, já que contam com maioria na câmara.
 

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