Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O Exército de Israel anunciou na noite de quinta-feira (11/06) que vai abandonar o dossiê que investigava a morte de quatro crianças de 9 a 11 anos em uma praia na Faixa de Gaza, durante a operação Margem Protetora. A análise do caso será arquivada e ninguém será condenado pelos mísseis que as atingiram fatalmente.

EFE/arquivo

Crianças palestinas foram uma das principais afetadas pela operação israelense em enclave palestino

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O ataque aconteceu em 16 de julho de 2014. Na ocasião, as crianças jogavam futebol, a poucos metros de um hotel onde estavam hospedados jornalistas ocidentais, que testemunharam a cena em meio ao período mais sangrento do conflito entre as Forças Armadas de Israel e a milícia islâmica Hamas.

“O caso foi encerrado depois de uma investigação criminal completa”, afirmou um comunicado militar citado pelo Le Monde, acrescentando que dois outros casos que envolvem a morte de palestinos na operação militar israelense também foram arquivados.

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Crianças foram atingidas por mísseis provenientes de Israel em 16 de julho de 2014. Caso havia sido testemunhado por jornalistas ocidentais

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Por outro lado, o Exército de Israel declarou que uma investigação criminal sobre um ataque contra um café no qual nove pessoas foram mortas será reaberta. Para dirigentes palestinos, esses dossiês são fundamentais para que eles possam obter justiça pelos crimes de guerra que aconteceram durante os 70 dias do conflito.
 
No final de abril, o Exército de Tel  Aviv havia indiciado três soldados israelenses, os primeiros a serem processados pela guerra no enclave palestino. Entre julho e agosto, o conflito deixou mais de 2.200 palestinos, dos quais, 1.500 eram civis. Do lado israelense, 73 pessoas foram mortas, incluindo 67 soldados.

Samantha Maurin/MSF


No  conflito, havia dias que uma criança morria a cada hora em Gaza, diz Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários

 

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