Lula quer levar Bolsa Família à África
Ex-presidente afirmou que programa pode ser adotado para ajudar no combate à fome
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“Precisamos acabar de uma vez por todas com o discurso da cultura da sobrevivência, ou seja, a pessoa é educada a aprender a produzir apenas o milhozinho que ela vai comer, a mandiocazinha que ela vai comer, a batata que ela vai comer. Tudo isso é muito importante, mas queremos que as pessoas aprendam que, se tiverem crédito e tecnologia, vão produzir mais, vão comer mais, vão vender mais, vão ter recursos em casa para ter acesso a bens materiais e a cuidar melhor da família”, afirmou o ex-presidente brasileiro.
No encontro, Lula, a presidente da AUC, Nkosazana Dlamini Zuma, e o diretor da FAO, José Graziano da Silva, concordaram que o combate à fome na África precisa de compartilhamento de experiências entre os países, melhorias na coordenação e na alocação dos recursos financeiros e humanos que possam fortalecer instituições nacionais e regionais.
Zuma disse que 60% das terras cultiváveis da África ainda não são utilizadas e que este “enorme potencial” pode fazer a diferença no combate à fome. “É hora de ir além da agricultura de subsistência e considerar formas de nos inserirmos na produção agroindustrial”, disse. Segundo a FAO, a quantidade de desnutridos no continente aumentou de 175 milhões em 1990 para 239 milhões atualmente.























