Quarta-feira, 22 de abril de 2026
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Uma pesquisa encomendada pela organização Católicas pelo Direito de Decidir do Peru, para a recém lançada Campanha Regional por Estados Laicos, questionou a percepção dos católicos sobre temas ligados ao aborto, contraceptivos, educação sexual e união entre pessoas do mesmo sexo na cidade de Lima. 

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Segundo o levantamento, a maioria dos moradores da capital peruana que se dizem católicos é a favor de políticas públicas que contrariam as posições da Igreja, como o uso de métodos contraceptivos e a descriminalização do aborto.

A pesquisa mostrou que 70% dos católicos de Lima são contra a prisão de mulheres que optaram pela interrupção da gravidez. Para 67% das pessoas, o ato abortivo deve ser legalizado em casos de gravidez de risco, enquanto, que aproximadamente 62% aprovam em casos de má formação congênita ou estupro.

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Para 63,7% dos entrevistados, a mulher deve tomar a decisão de abortar ou não nesses casos. Já 12% assumem que a família deve decidir. Para 11,1%, a decisão precisa ser médica e 10,8% atribui ao marido o poder da palavra final. Ainda, 1,3% das pessoas responderam que o aborto só pode ser feito mediante a autorização de um juiz e para 1% apenas com o aval da igreja.

Pesquisa mostra que maioria dos fiéis em Lima defendem educação sexual na escola e apoiam casamento entre pessoas do mesmo sexo

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O Ministério da Saúde no Peru estima cerca de 372 mil abortos inseguros realizados no último ano no país, sendo a quinta causa de morte relacionada à gravidez.

Educação sexual

A pesquisa revelou que para 93% dos entrevistados deve-se implantar a educação sexual nas escolas secundárias. Na mesma linha, 90% das pessoas dizem ser importante abordar na escola o uso dos métodos contraceptivos para prevenir gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

Contrariando os preceitos da Igreja Católica, 88.5% dos questionados consideram que as pessoas católicas podem usar métodos contraceptivos. E 85,2% pensam que não é necessário estar casado para utilizar meios para evitar a gravidez.

A respeito da pílula do dia seguinte, 64% opinaram que os católicos e católicas podem usar, e 55% afirmam que a igreja não pode influir no debate a respeito deste método, pois consideram ser um assunto cientifico ou de saúde pública.

Sobre a união de pessoas do mesmo sexo, 53% dos católicos de Lima acham que a igreja não deve intervir para evitar que homossexuais contraiam matrimônio civil. Por outro lado, 20% apontam que adquirir o HIV é um castigo divino.