Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Compartilhe:

Apesar da crise econômica, o número de imigrantes vivendo nos 34 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) aumentou um terço entre 2000-01 e 2009-10 e atingiu 110 milhões, o que representa 9% do total da população desses países, revela um relatório  da organização.

O documento, que apresenta indicadores sobre a integração dos imigrantes  nos países da OCDE, mostra a imigração como um fenômeno em expansão, apesar das recentes quedas em razão da crise, iniciada em 2008. Além disso, informa que o movimento varia muito de país para país. Luxemburgo tem a maior taxa de população estrangeira (38%) seguido pela Austrália, Suíça e Israel, todos com 26% de imigrantes.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Relatório da organização aponta crescimento apesar da recente queda dos fluxos migratórios provocada pela crise

NULL

NULL

 

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

No extremo oposto estão os países da América Latina, da Ásia, e alguns  países da Europa de Leste, como a Eslováquia, a Polônia e a Hungria, onde  a proporção de estrangeiros não atinge 4%.

Mais de um terço dos 110 milhões de imigrantes vive nos EUA, enquanto  a população norte-americana representa apenas um quarto da população da  OCDE. O segundo país com mais imigrantes em números absolutos é a Alemanha,  que abriga quase 10% de todos os migrantes na OCDE, seguida da França (7,2  milhões) e do Reino Unido (6,8 milhões).

A orcentagem de imigrantes na população aumentou em quase todos os  países da OCDE entre 2000-01 e 2009-10, com duas exceções: Estônia e Israel. “O aumento foi particularmente alto na Espanha, onde a porcentagem dos estrangeiros na população triplicou”, escreve a OCDE, acrescentando  que no final do período o país tinha 6,5 milhões de imigrantes, um número  comparável com o do Canadá e maior do que o da Austrália. Na Irlanda e na Islândia, a porcentagem de imigrantes duplicou, para  14% e 11%, respetivamente.

Cenários

Tal como nos números, os indicadores sobre a integração dos imigrantes  variam muito consoante o país e conforme os critérios, mas a OCDE sublinha  que nenhum Estado pode ser identificado como o melhor país de acolhimento. Em suas conclusões, a organização afirma também que as diferenças na  integração dos imigrantes são maiores de país para país do que entre os  imigrantes e os nacionais do país que os acolheu.

Ainda assim, embora haja casos que fogem à regra, em média os imigrantes  apresentam piores indicadores sociais do que os nativos: os imigrantes têm  maior risco de pobreza (17,3%) do que os nativos (15%), têm uma taxa de  desemprego 50% maior do que os nacionais (12% contra 8% em 2009-10) e têm  maior probabilidade de ter excesso de qualificações no seu trabalho do que  os locais (28,3% contra 17,6%).

No que diz respeito aos rendimentos, por exemplo, a média entre as famílias imigrantes é mais baixa do que a dos nacionais em todos os  países para os quais há informação disponível e, em metade dos países, representa  menos 80% do que a mediana dos rendimentos dos nativos.

Já nas famílias mistas, em que coexistem nacionais e imigrantes, os  rendimentos são semelhantes aos das famílias nativas ou até substancialmente maiores, como na Austrália, Noruega, Portugal, Suíça, Reino Unido ou EUA. Para a OCDE, essa vantagem poderá significar que os lares mistos se beneficiam  de uma maior rede familiar e ocupacional no país de residência do que as famílias em que só existem imigrantes. 

* Com informações da Agência Lusa

Mais lidas